empresária de Cascavel descobriu um prejuízo de R$ 10,6 mil após um ex-funcionário de uma construtora continuar fazendo compras em nome da antiga empresa. Na manhã desta sexta-feira (16), uma nova tentativa de retirar R$ 7,7 mil em mercadorias terminou com dois homens encaminhados à delegacia.
O caso aconteceu na loja Joia do Lar, localizada na Rua Paraná, no Centro de Cascavel.
A proprietária, Nilva Damasio, contou que o suspeito havia feito uma primeira compra enquanto ainda trabalhava na construtora. Na ocasião, o cadastro foi realizado normalmente, a mercadoria foi entregue e o pagamento ocorreu sem problemas.
Depois de ser desligado da empresa, porém, ele teria continuado utilizando os dados da construtora para realizar novos pedidos, sem que a loja soubesse que ele já não fazia parte do quadro de funcionários.
"Ele voltou aqui como se continuasse na empresa e efetuou diversas compras no valor de dez mil e poucos reais. Tudo com mentira", relatou Nilva.
A fraude foi descoberta quando os títulos começaram a vencer e a loja procurou a construtora para cobrar os pagamentos. Foi nesse momento que a empresária soube que o comprador havia sido demitido.
Novo pedido levantou suspeita
Mesmo depois disso, o suspeito voltou a entrar em contato com a loja nesta sexta e fez um novo pedido, desta vez de R$ 7,7 mil.
Como já estava desconfiada, Nilva acionou a construtora e a Polícia Militar. Quando o homem encarregado de retirar os produtos chegou ao estabelecimento, a empresária fechou as portas e aguardou a chegada dos policiais.
"Ele colocou muita pressão na gente para separar logo a mercadoria, para ele ir embora", contou.
A PM foi acionada por volta das 9h34. Conforme o boletim de ocorrência, o homem abordado na loja informou que outra pessoa, apontada como responsável pelo pedido, o aguardava em um segundo endereço.
Os policiais foram até o local indicado, encontraram o outro envolvido e realizaram buscas na residência. Os dois homens foram encaminhados à delegacia, juntamente com documentos e outros materiais relacionados à investigação.
Empresária diz que outras lojas também foram vítimas
Nilva afirma que soube de situações semelhantes em pelo menos outros dois estabelecimentos de Cascavel. Em uma loja de colchões, o prejuízo relatado a ela teria ultrapassado R$ 5 mil.
A empresária contou ainda que já havia estranhado o tipo de mercadoria solicitado nas compras anteriores. Segundo ela, a construtora costumava adquirir bebedouros para canteiros de obras, mas os pedidos passaram a incluir modelos residenciais mais sofisticados e jogos de panelas.
Quando questionado, o comprador apresentava justificativas, dizendo que os produtos seriam destinados a outros ambientes da empresa e aos alojamentos dos engenheiros.
"Eu falava: mas a construtora não compra isso aqui. E ele sempre tinha uma explicação", relatou.
Prejuízo e alerta aos comerciantes
Até o momento, a Joia do Lar contabiliza R$ 10,6 mil em compras anteriores que não foram pagas. A empresária também reclama dos impostos relacionados às notas fiscais emitidas.
Nilva defende que empresas comuniquem seus fornecedores sempre que funcionários responsáveis pelas compras forem desligados, para evitar que continuem utilizando cadastros antigos.
"Se você tem um comprador e ele se desligou, por favor, comunique aos fornecedores, para ninguém mais cair em golpe", alertou.
A Polícia Militar informou que apresentou à Polícia Civil notas de compra e materiais que podem auxiliar na apuração. O caso foi registrado como estelionato.
Ilsinéia Machado / Catve.com
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