Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil passou a investigar a hipótese de que Rafael Rodrigo Hemsing e Jeferson Backes tenham sido executados após os dois pescadores desaparecerem durante uma pescaria no Lago de Itaipu. Os corpos foram encontrados nesta semana, um no lado paraguaio e outro em águas brasileiras.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Anderson de Santana, inicialmente as equipes trabalhavam com a possibilidade de um naufrágio. No entanto, o avanço das diligências trouxe novos elementos para a investigação.
"Trabalhou-se inicialmente com a hipótese de um naufrágio, porém, no decorrer das diligências investigativas, foi levantada a hipótese de execução", explicou o delegado.
Segundo Anderson, foram identificados sinais que indicam disparos de arma de fogo nos dois corpos. Ainda não é possível determinar a quantidade de perfurações. A definição da causa da morte ficará a cargo da Polícia Científica.
"A Polícia Civil manterá agora diligências no sentido de identificar principalmente o local dos fatos, porque essa informação é preponderante para definir o local que se dará as investigações e a arrecadação de vestígios", afirmou.
Os corpos foram encaminhados para os procedimentos periciais. Os laudos deverão apontar a causa das mortes, o tempo em que as vítimas estavam sem vida e outras informações que podem auxiliar na investigação.
O delegado Maxsander Loubete também destacou que a Polícia Civil dará continuidade às diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos.
"A Polícia Científica vai agora fazer a perícia, como o doutor Anderson falou, para a gente ter uma noção mais do que aconteceu, e a Polícia Civil vai efetuar as diligências para que a gente consiga descobrir realmente como se deram os fatos", disse.
Buscas começaram no domingo
O capitão do Corpo de Bombeiros, Alexsandro de Siqueira Boni, explicou que as equipes foram acionadas na manhã de domingo (27), após a informação de que dois pescadores haviam desaparecido durante uma pescaria no lado paraguaio do Lago de Itaipu.
As buscas foram realizadas de forma intensa durante todo o domingo, mas não houve localização de corpos, da embarcação ou de objetos que pudessem indicar um possível naufrágio.
Segundo Boni, informações recebidas ao fim das buscas alteraram a estratégia das equipes. Os dados foram compartilhados com a Polícia Civil para integrar as informações e definir os próximos passos.
Na manhã de terça-feira (29), os Bombeiros receberam a informação de que o corpo de Rafael havia sido localizado no lado paraguaio. Segundo o capitão, o corpo estava amarrado e foi encontrado por pescadores, que aguardaram a intervenção das autoridades paraguaias.
Mais tarde, uma segunda informação sobre um corpo localizado no lado brasileiro gerou dúvidas entre as equipes. Tratava-se, na verdade, do primeiro corpo, localizado por um familiar ou amigo da família em um canal, em águas brasileiras.
As equipes deslocaram embarcações de Toledo e Foz do Iguaçu até o ponto indicado e fizeram a guarda do corpo até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica.
Segundo corpo
As buscas foram retomadas na quarta-feira (30), inicialmente por equipes de Foz do Iguaçu. O primeiro corpo havia sido encontrado cerca de 50 quilômetros abaixo do ponto inicial das buscas, o que, segundo Boni, dificultou o planejamento das operações.
Por volta das 17h, o mesmo familiar que havia localizado o primeiro corpo informou que também havia encontrado Jeferson.
A localização indicada estava próxima ao ponto onde, inicialmente, os dois pescadores teriam desaparecido.
O familiar realizou o reboque do corpo até o ponto de apoio do Pelotão Cobra, do BPFRON, em Entre Rios do Oeste. Com apoio dos policiais, ele foi escoltado até o local, onde os Bombeiros encerraram o atendimento.
A Polícia Civil agora concentra as diligências na identificação do local onde os fatos ocorreram e na busca por vestígios que possam esclarecer as mortes. A investigação deve avançar após a conclusão dos exames da Polícia Científica.
*Vídeos cedidos por Pedro Macedo/Correio do Lago
Paulo Eduardo/Catve.com
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