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Secretaria de Educação soube de supostas agressões em CMEI em abril, mas monitora só foi afastada em agosto

Gislaine Buraki afirma que análise inicial não apontou elementos suficientes para o afastamento imediato


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Após a prisão preventiva de uma monitora de um CMEI do Bairro Santa Cruz, em Cascavel, a secretária municipal de Educação, Gislaine Buraki de Andrade, falou sobre as denúncias de supostas agressões contra crianças e explicou quais medidas foram tomadas pela Secretaria.

Segundo Gislaine, a Secretaria de Educação foi informada sobre a situação no fim de abril. A partir disso, o caso foi registrado e encaminhado para a Corregedoria, Conselho Tutelar e Nucria.

"Todos os encaminhamentos e ações foram desenvolvidos, bem como a orientação das equipes gestoras para esse acompanhamento e cuidado", afirmou.


Um dos principais questionamentos é por que a monitora permaneceu trabalhando após a denúncia. "Naquele momento, naquela situação pontual, não foram identificados indícios naquele momento que fosse necessário o afastamento imediato", disse.

O afastamento aconteceu somente recentemente, em agosto, como medida cautelar, após novas informações e a escuta de testemunhas pelo Nucria.

A secretária afirmou ainda que a prisão preventiva também está relacionada à suspeita de coação de testemunhas.

E outras profissionais?

Até o momento, a Secretaria de Educação não recebeu oficialmente do Nucria informações sobre as outras duas pessoas investigadas.

"A partir do momento que o Nucria nos informar nomes das profissionais, da análise que eles fizeram de todo esse período, nós estaremos junto com a Corregedoria tomando as medidas cabíveis", afirmou.

Prisão

A monitora foi presa preventivamente nesta sexta-feira (21). Ela é investigada pelos crimes de tortura, maus-tratos, lesão corporal e coação no curso do processo.

As suspeitas envolvem situações que teriam ocorrido dentro do CMEI. As imagens das câmeras de segurança da unidade estão entre os materiais analisados pela polícia.

A secretária de Educação reforçou que considera o caso uma situação isolada e afirmou que não compactua com qualquer tipo de violência contra crianças.

Ilsinéia Machado / Catve.com

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