O delegado Alexandre Macorin apresentou nesta quinta-feira o resultado das investigações sobre o assassinato de Marcos Rogério Francescon, morto no dia 31 de março, em Toledo.
Segundo a Polícia Civil, Marcos e o policial civil Jackson Dalpra não possuíam qualquer relação pessoal ou vínculo direto anterior ao crime.
Conforme as investigações, o policial estaria em surto psicótico no momento do homicídio. A apuração aponta ainda que Jackson realizava tratamento psiquiátrico e teria alimentado uma desavença antiga envolvendo um casal de amigos.
A equipe de reportagem do Catve.com apurou com exclusividade que a família Francescon mantinha há anos uma disputa judicial relacionada à construção de um imóvel vizinho.
De acordo com as informações obtidas, problemas estruturais provocados pela obra teriam causado danos à residência da família.
Segundo a investigação, Jackson Dalpra teria se aproveitado do contexto da disputa judicial e, durante o surto, cometido o crime.
Marcos Rogério Francescon era formado em Contabilidade e trabalhava como programador.
Familiares e amigos descrevem Marcos como uma pessoa reservada, que levava uma vida discreta, marcada pelas viagens de trailer ao lado da família e pelos momentos com a cachorrinha de estimação.
Após o crime, comentários e boatos começaram a circular nas redes sociais sobre a vida da vítima, incluindo alegações de que atuaria como agiota. As informações, no entanto, foram desmentidas durante o andamento das investigações.
Gabi Lira | Catve.com
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