A PolÃcia Civil do Rio Grande do Sul desarticulou uma quadrilha especializada no uso de drones para comercializar drogas, armas de fogo, munições e celulares, entregando itens ilÃcitos em unidades do sistema prisional.
A ação cumpriu quatro prisões preventivas e oito mandados de busca e apreensão em Canoas, Eldorado do Sul, Novo Hamburgo e outras cidades da região metropolitana de Porto Alegre.
Quatro pessoas foram presas com a coleta de provas e identificação de envolvidos em diversos presÃdios.
A investigação teve inÃcio a partir de um flagrante na madrugada de 26 de outubro de 2024, em uma área de mata fechada ao redor do Complexo Prisional de Canoas. Um suspeito foi preso com um drone e pacotes prontos para lançamento para as celas. O principal piloto, que controlava o drone, fugiu, mas um recibo de compra do aparelho em seu nome confirmou sua participação.
Em depoimento, o detido confessou atuar como apoiador em solo, recebendo R$ 400 por incursão. Ele revelou um esquema profissional e itinerante: operadores mudam de local constantemente, com entregas já feitas em presÃdios de Charqueadas, Sapucaia do Sul, Montenegro e Bento Gonçalves. Drones potentes carregam até meio quilo por voo, em rotas silenciosas e precisas.
O cenário é uma sala de instrução ou treinamento. Vários policiais, também com uniformes da corporação, estão sentados em fileiras, atentos ao que três instrutores em pé apresentam diante de uma parede estampada com o logotipo da PolÃcia Civil. O ambiente sugere um briefing formal, voltado para capacitação ou alinhamento estratégico, reforçando a importância da disciplina, da comunicação clara e da preparação contÃnua dentro da instituição.
A PolÃcia Civil apurou que o grupo investigado realizava serviços para organizações criminosas. As entregas deveriam chegar a um detento de alta periculosidade, lÃder de uma organização do Vale do Sinos.
A delegada Luciane Bertoletti, da 3ª Delegacia de PolÃcia Civil de Canoas, destacou que mais de 40 drones foram interceptados em curto perÃodo. Ela relacionou o esquema a um aumento da violência dentro da unidade prisional, incluindo um homicÃdio por arma de fogo, com interceptação de carregadores e munições.
O delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de PolÃcia Regional Metropolitana, alertou: "Drones se tornaram ferramentas frequentes para o crime, desafiando a vigilância tradicional com tecnologia."
Redação Catve.com com assessoria
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