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Novas provas levam Ministério Público a retomar investigação sobre morte de agrônomo

Vídeo gravado pela vítima e mensagens recuperadas levaram promotoria a reconsiderar caso


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A investigação sobre a morte do engenheiro agrônomo Leandro Meinerz, de 43 anos, teve um novo desdobramento após a apresentação de provas digitais ao Ministério Público.

O promotor de Justiça Tiago Inforçatti Rodrigues reconsiderou o pedido de arquivamento do inquérito após a análise de novos elementos, entre eles um vídeo gravado pela própria vítima pouco antes do ocorrido e mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp.

Leandro morreu após ser atingido por um golpe de faca na madrugada de 30 de agosto de 2025, dentro do apartamento onde estava. A autora do golpe, Morgani Terezinha Neukirchen Meinerz, de 46 anos, companheira da vítima na época, chegou a ser presa em flagrante após o ocorrido.

Inicialmente, a investigada alegou ter agido em legítima defesa. Ela foi liberada posteriormente e passou a responder ao processo em liberdade.

Um dos novos elementos analisados pela investigação é um vídeo que teria sido gravado por Leandro momentos antes do ataque. Nas imagens, registradas dentro do imóvel, o casal aparece discutindo. Morgani é vista segurando uma faca em uma das mãos e uma garrafa de vinho na outra.

Durante a gravação, ao perceber que estava sendo filmada, ela afirma: "Grava. Grava, pode gravar". Em seguida, Leandro pede que ela solte a faca.

No vídeo, Morgani afirma estar sendo agredida, o que é negado por Leandro durante a gravação. Policiais militares que atenderam a ocorrência relataram que, na noite do fato, não identificaram marcas aparentes de agressão ou sinais de luta no corpo da mulher.

Além do vídeo, a perícia também recuperou conversas trocadas entre maio e julho de 2025. Segundo a investigação, as mensagens indicariam um histórico de conflitos entre o casal, que estava em processo de separação. De acordo com relatos, o agrônomo já havia se mudado para outro local.




O advogado Luciano Caetano, que representa os familiares da vítima, afirma que os novos elementos apresentados reforçam a necessidade de continuidade das investigações.

Com a apresentação do material, o Ministério Público do Paraná reconsiderou o pedido de arquivamento do inquérito, feito anteriormente em outubro de 2025, quando ainda havia dúvidas sobre a hipótese de legítima defesa.

Segundo o órgão, os novos documentos foram entregues pela defesa da família da vítima em novembro do mesmo ano. Após a análise do conteúdo, o Ministério Público solicitou a continuidade das investigações à autoridade policial.

Atualmente, o inquérito policial segue em andamento. Como a investigada responde em liberdade, não há prazo fixo para a conclusão das diligências.

A expectativa da assistência de acusação é que, após a conclusão das investigações, o Ministério Público decida se apresentará denúncia à Justiça, o que poderia levar o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A defesa de Morgani informou que ela é representada atualmente por uma nova equipe de advogados.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (9), o Ministério Público afirmou que as autoridades seguem empenhadas na apuração dos fatos e que a conclusão jurídica do caso dependerá do resultado das investigações em andamento.

Diego Hellstrom/Catve.com

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