Vítima não teria aceitado registrar boletim contra o companheiro e nem solicitar medida protetiva
A inspetora e coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Josane de Fátima da Silva, falou sobre o caso de feminicídio registrado em Cascavel, na noite de quarta-feira (19). Mayara Araújo Krupiniski Rodrigues, de 31 anos, foi morta a facadas na Rua Refúgio, no bairro Riviera, na Região Norte, na frente do filho, de cinco anos.
Segundo Josane, a vítima convivia com o autor a pouco tempo e que ele já tinha a agredido outras vezes.
"Porém esse autor já vinha de situações de violência, já havia agredido ela outras vezes e ela não quis registrar. Pessoalmente a Patrulha Maria da Penha, nós acompanhamentos o trabalho. Foi eu mesma que fiz a visita dela, fomos até a residência há alguns meses onde também também chegou através do 153 a denúncia de que essa mulher estava sendo agredida e nessa ocasião essa vítima não quis a nossa ajuda, se recusou a ter o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha. Naquela data ela relatou que não gostaria de registrar o boletim de ocorrência pela violência e muito menos solicitar a medida protetiva", afirmou a inspetora
Josane explica que como ela não tinha lesão aparente e ou ameaça de morte, a vítima precisaria realizar a denúncia ou solicitar a medida.
"Nessa data da ocorrência, ela não quis, falou que não poderia registrar o B.O, pelo fato dele já responder a outros crimes e se ela registrasse ele acabaria preso e ela não teria uma rede de apoio. A rede de apoio dela era ele, que ela não trabalhava e dependia dele na ocasião e que o filho dependeria dos cuidados dele e que não queria que o filho crescesse sem a figura masculina, figura paterna", explicou.
O pedido é que mulheres que passam por esse tipo de situação de violência doméstica denuncie o agressor, peça medida cautelar e não não tenha mais o convívio.
"A partir do momento que a mulher foi agredida, a tendência somente é piorar e não melhorar"
Conforme explicado, geralmente quem faz essa denúncia são amigos, familiares e amigos.
A Patrulha Maria da Penha já atendeu, em nove anos, 15 mil mulheres e nesse período uma foi morta. O caso aconteceu há quatro anos, quando ela voltou a morar com o autor.
Em janeiro deste ano foram 114 registros e apenas durante o feriado de Carnaval foram 37 ocorrências de violência doméstica.
Evelyn Antonio | Catve.com
** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642