Trânsito

Três veículos autopropelidos foram apreendidos em fiscalização da Transitar

Equipes da Transitar iniciaram as abordagens nesta terça-feira (8), com orientações e cobranças


PUBLICIDADE

A fiscalização de autopropelidos começou nesta terça-feira (8) em Cascavel. As equipes da Transitar estão realizando abordagens em diferentes pontos da cidade para verificar se os condutores estão seguindo as regras previstas para esse tipo de veículo.

Entre as principais irregularidades encontradas estão a falta de capacete, nota fiscal e retrovisor. Os agentes também estão orientando sobre os locais e velocidades permitidos para circulação.

Na ciclovia ou ciclofaixa, o limite informado pela Transitar é de 20 km/h. Nas vias onde a velocidade máxima é de 40 km/h, o autopropelido pode circular pelo lado direito. Já em vias de 60 km/h, o condutor deve descer do equipamento e empurrá-lo pela calçada, sem trafegar pela pista.

Durante as abordagens, alguns veículos chegaram a atingir 45 km/h e houve registro de autopropelido circulando a até 55 km/h em ciclovia.

O agente da Transitar Inocêncio explicou que, quando uma irregularidade pode ser corrigida no próprio local, o condutor recebe um prazo para fazer a adequação. Caso o problema não seja resolvido, o veículo é recolhido para o depósito e só pode voltar a circular depois que a situação for regularizada.

Até o momento, três autopropelidos foram levados ao pátio.

Segundo a equipe da Transitar, também estão sendo reforçadas orientações sobre capacete, retrovisor e iluminação. O órgão chama atenção ainda para situações em que os usuários deixam a ciclovia e passam a circular entre pedestres ou utilizam o celular durante o trajeto.

Fiscalização vai continuar

A fiscalização será realizada durante a semana em diferentes pontos de Cascavel, incluindo os bairros. Segundo a Transitar, já existe um calendário de ações para os próximos dias.

O objetivo informado pela equipe é orientar os condutores e fazer com que as regras sejam cumpridas. A fiscalização também deve verificar se os equipamentos estão sendo utilizados de maneira segura.

Condutores são abordados

Entre os condutores abordados nesta terça-feira estava Wagner Soares, professor, que não usava capacete. Ele contou que acreditava que o equipamento não era obrigatório para patinetes, mas recebeu a orientação sobre a regra municipal e conseguiu resolver a situação sem multa.

"Eu acreditava que não precisava de capacete para poder utilizar", contou Wagner. Depois da abordagem, ele disse que passou a considerar importante utilizar o equipamento também por causa da segurança no trânsito.

"Eu acho importante, porque querendo ou não, eu dirijo o carro também e eu sei como que é difícil. É um veículo lento. Muitas vezes tem muita gente que anda no meio dos carros, então é bem complexo", afirmou.

Wagner também disse que considera necessária a aplicação de multa em casos de descumprimento das regras. Para ele, a possibilidade de precisar pagar pode fazer com que alguns condutores passem a respeitar a legislação.

Já o condutor Anthony contou que conhecia as novas regras e procurou se adequar antes mesmo do início da fiscalização. Ele afirmou que considera importante o uso dos equipamentos de segurança, principalmente diante de situações envolvendo alta velocidade.

"É importante. Eu sempre [uso], quando comprei ela, comprei capacete para andar com segurança", disse.

Anthony também chamou atenção para adolescentes que, segundo ele, circulam em alta velocidade e sem capacete. Na avaliação dele, a fiscalização pode ajudar a evitar acidentes.

"Eu acho bom também este tipo de fiscalização para evitar isso, acidente, por causa de muita velocidade, sem capacete, perigoso", afirmou.

Estudante esquece capacete

Outra condutora abordada foi a estudante Júlia Paiva, de 17 anos. Ela sabia que deveria usar capacete, mas contou que saiu de casa sem perceber que havia deixado o equipamento para trás.

"Eu estava muito ciente do uso. Inclusive eu usei a semana inteira. O único dia que eles me pegaram desprevenida foi quando eu estava sem", explicou.

O pai de Júlia levou o capacete até o local, permitindo que ela resolvesse a situação e continuasse o trajeto.

Para a estudante, a fiscalização é importante não apenas para a segurança de quem conduz o autopropelido, mas também para as outras pessoas que utilizam as ciclovias.

"Não sou só eu que tô protegendo minha vida, eu tô protegendo a vida de todos que tão à minha volta e de todo mundo que tá perambulando pela ciclovia", afirmou.

A Transitar orienta que os usuários saiam de casa já com todos os equipamentos e documentos exigidos. A recomendação também é para que o capacete seja usado corretamente, na cabeça e devidamente afivelado.

A fiscalização, segundo o órgão, não ficará concentrada apenas no Centro e seguirá para diferentes regiões da cidade nos próximos dias.

Amanda Flores sob supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com

** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Trânsito