Trânsito

Orientação começa antes de novas regras para patinetes e bicicletas elétricas em Cascavel

Regras passam a valer em setembro; ação orienta usuários sobre as mudanças


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A Transitar iniciou uma série de ações de orientação aos usuários de patinetes elétricos, bicicletas elétricas e outros autopropelidos em Cascavel. A fiscalização educativa ocorre antes da entrada em vigor da nova legislação municipal, prevista para o início de setembro, quando motoristas desses equipamentos poderão ser multados e até ter o veículo apreendido em caso de irregularidades.

A ação foi realizada nesta quinta-feira (30), na Avenida Brasil, entre as ruas Presidente Bernardes e Marechal Cândido Rondon, um dos trechos com grande circulação desses veículos. Durante as abordagens, as equipes orientaram os usuários sobre as principais mudanças previstas na lei.

Entre as novas exigências estão o uso obrigatório de capacete, idade mínima de 16 anos para pilotar os equipamentos, instalação de retrovisor e respeito aos limites de velocidade. Nas ciclovias e ciclofaixas com grande circulação de pedestres, a velocidade máxima será de 20 km/h. Já nas vias públicas, os autopropelidos poderão trafegar a até 32 km/h.

Segundo a Transitar, a fiscalização com aplicação de penalidades começa em setembro. Quem descumprir as regras poderá receber multa de até R$ 120, além de ter o equipamento apreendido.

Os números preocupam. De acordo com dados apresentados durante a ação, Cascavel já registrou 102 acidentes, com 124 pessoas feridas e uma morte envolvendo autopropelidos neste ano.

Membro do Comitê de Trânsito de Cascavel, Ricardo Salgueiro afirmou que o problema não é exclusivo da cidade. "Esse é um equipamento que acabou se tornando um problema no Brasil inteiro. As pessoas adotaram esse meio de transporte para os deslocamentos urbanos e o resultado, muitas vezes provocado pela imaturidade e pela pouca idade de quem utiliza, é uma grande quantidade de acidentes", destacou.

Ele também reforçou que a nova legislação tem como principal objetivo reduzir o número de ocorrências. "Esses equipamentos oferecem risco. Eles são rápidos, ágeis e não fazem barulho, o que aumenta o perigo tanto para quem está usando quanto para os pedestres e outros motoristas. O objetivo da lei é reduzir a sinistralidade", explicou.

A Transitar também informou que avalia reforçar a sinalização em locais de maior movimento, inclusive com a possibilidade de instalar novos semáforos para organizar a circulação de patinetes e bicicletas elétricas em alguns cruzamentos da cidade.


Confira os detalhes na reportagem.


Reportagem Isabela De Oliveira | EPC (Esporte, Política e Cidadania)

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