Trânsito

Projeto quer impor idade mínima e uso de capacete para veículos elétricos em Cascavel

No ano passado, 27 pessoas com menos de 16 anos se envolveram em acidentes


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Os veículos elétricos estão por toda a cidade de Cascavel e chegam até a provocar congestionamento nas ciclovias. São equipamentos conduzidos por todo tipo de pessoa, dos menores, que normalmente não usam capacete, aos adultos, um pouco mais conscientes.

Os autopropelidos têm esse nome porque são movidos por motor elétrico, com potência de até mil watts e velocidade máxima de 32 km/h.

Não há necessidade de esforço físico do condutor, como ocorre com as bicicletas. E, para regulamentar o uso deles, o município de Cascavel elabora um projeto de lei.

"A nossa proposta é que a utilização seja por maiores de 16 anos, que o uso de capacete seja obrigatório, que em patinete, por exemplo, não seja permitido trafegar com duas pessoas. Esse é um equipamento pessoal, ele é para uma pessoa só, e a gente tem visto vários patinetes que transportam, às vezes, até três pessoas", disse a presidente da Transitar, Laura Leite.

Se essa lei já estivesse valendo, muita gente já teria sido notificada. A equipe de reportagem flagrou várias pessoas no mesmo veículo, em alta velocidade e circulação fora da ciclovia.

"Nós vamos proibir o trânsito em calçadas. Isso vai ser permitido para alguns tipos de veículos que são usados, às vezes, por PCDs ou por idosos, que são normalmente aqueles triciclos que se parecem muito mais com uma cadeira de rodas do que propriamente com uma moto. Então, nos locais onde não haja ciclovia ou ciclofaixa, esses veículos vão ter que ser utilizados na rua", contou Laura.

Em 2024, foram registrados 85 acidentes com vítimas envolvendo esses equipamentos. No ano passado, o número quase dobrou, subindo para 155.

Em 2025, 27 vítimas com ferimentos tinham menos de 16 anos de idade, bem acima do número do ano anterior, quando nove adolescentes ficaram feridos.

E isso ganha atenção especial na lei, que, se for aprovada, terá como órgãos fiscalizadores a Polícia Militar e a Transitar. Já as notificações administrativas terão como base a UFM, uma unidade fiscal do município, que neste ano vale R$ 63,79.

"Se a pessoa estiver conduzindo esse equipamento sem capacete, pode até regularizar no local: trazer o capacete e, poderá seguir, é claro, com o equipamento adequado. Enfim, as medidas cabíveis serão tomadas se, porventura, alguma situação em desacordo com a lei não estiver sendo cumprida. Prevê até o recolhimento desse equipamento", explicou José Valdecir Martins, superior de trânsito.

A legislação nacional permite que os municípios criem normas para regulamentar o trânsito desses veículos.

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem de Leandro Souza | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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