1° Tenente Alex Boni do 4° Batalhão de Bombeiro Militar de Cascavel falou sobre o acidente que matou jovem de 19 anos na Avenida Antônio Kucinski no bairro Parque Verde, em Cascavel. A colisão aconteceu por volta das 2h01 de sexta-feira (20).
As equipes foram mobilizadas para atendimento de batida contra anteparo, onde no local havia uma pessoa inconsciente. Devido a gravidade foram encaminhadas ao local Oficial de área, ambulância do Siate, Caminhão ABTR (Auto Bomba Tanque e Resgate) e médico. Desde o acionamento até a chegada no local foram cerca de 8 minutos.
"Cenário crítico desde que o acidente aconteceu", afirmou o 1º tenente.
Os militares conversaram com populares que estavam no local que informaram que tentaram fazer o resgate imediato ao perceber que a vítima estava inconsciente.
"Porta não abria externamente, porém o vidro estava aberto e então eles colocaram a mão por dentro da porta do condutor e conseguiram fazer a abertura, entretanto o cinto não soltou e como o fogo tomou conta de forma muito rápida, não houve possibilidade de resgate"
Com relação aos riscos enfrentados, as pessoas se colocaram em risco e por isso a orientação é cautela.
"A orientação é sempre tomar cautela. A pessoa que vai prestar o socorro ela buscar entender os riscos que estão presentes no local. [...] Mas o que a gente sempre diz, acidente de trânsito a única forma 100% eficaz de não termos mortes ou lesões graves é a prevenção. Não sabemos das circunstâncias desse acidente, mas o fato é que uma vez que a lesão se instala nós temos as limitações humanas para o atendimento"
Sobre a situação de a vítima estar ou não em óbito no momento que o carro pegou fogo, ele informou a afirmação pode ser imprecisa.
"Leviano e impreciso tecnicamente da minha parte fazer essa afirmação. A gente pode inferir, com base no que chamamos de avaliação da física do trauma que faz parte do processo do socorrista/bombeiro investigar os mecanismos de energia entre os corpos e entender como aquilo afetou para a gente direcionar o nosso atendimento. [...] Isso leva e reforça o relato das testemunhas de que a pessoa estava inconsciente[...] para que a pessoa tenha chegado ao nível de inconsciência de fato houve uma troca importante de energia entre o veículo, o anteparo e o corpo da pessoa".
O 1º tenente também repassou informações sobre o cinto de segurança que ficou preso. Ele comenta que cada carro tem uma peculiaridade e que em geral, principalmente em veículos com maior tecnologia, há um dispositivo de explosão para retrair o cinto e fixar próximo ao corpo, além de uma força oposta para liberar o suficiente para a vítima não ter uma lesão tão severa.
"Sim ele pode ficar travado. Por isso nós temos sempre alguns recursos disponíveis nas viaturas, dispositivos de segurança para fazer o corte emergencial do cinto de segurança", afirmou
O 1° Tenente Alex Boni também comentou que o treinamento e a preparação das equipes do Corpo de Bombeiros com o avanço das tecnologias e modelos dos veículos. E Cascavel é referência quando se trata na primeira intervenção. Hoje há um estudo sobre carros elétricos
Evelyn Antonio | Catve.com
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