Moradores de Santa Lúcia, Capitão Leônidas Marques e Lindoeste realizaram uma manifestação pacÃfica na manhã deste domingo (22), no trecho da BR-163, onde será implantada uma nova praça de pedágio. A cobrança na região tem inÃcio previsto para esta segunda-feira (23).
O ato reuniu lideranças polÃticas e moradores contrários aos valores das tarifas, considerados acima do esperado. Entre as principais reivindicações estão a ausência de acessos finalizados, a falta de retornos entre Lindoeste e Capitão Leônidas Marques e viadutos ainda não concluÃdos.
Os manifestantes pedem que a situação seja reavaliada pelas autoridades estaduais e federais, levando em consideração as demandas apresentadas pela população.
"É importante que esse grito chegue à Assembleia Legislativa, chegue a BrasÃlia, aos ouvidos daqueles que realmente comandam o Estado e o Brasil. Estamos indignados com o desrespeito que ocorre com os moradores da região. Temos uma ligação forte com Cascavel e, a partir de agora, vamos ter que pagar aproximadamente R$ 40 para uma viagem de ida e volta. É um valor absurdo, sem sequer haver investimento concluÃdo nessa rodovia", destacou Claudio Quadri, empreendedor, ex-prefeito e presidente do MDB em Capitão Leônidas Marques.
Também estavam presentes na manifestação o ex-prefeito de Santa Lúcia, Renato Tonidandel, e os vereadores de Santa Lúcia, Dalci Berti, João Elton, Zélia Cupini e Adilson Lopes.
O empresário de Santa Lúcia, Evandro Klagenberg, reforçou o posicionamento dos moradores "Não podemos aceitar a cobrança do pedágio com o valor muito acima do normal, e sendo que não foram concluÃdos nenhum retorno e nenhum viaduto entre as cidades de Lindoeste, Santa Lúcia e Capitão Leônidas Marques".
A manifestação também contou com a presença do vice-prefeito de Capitão Leônidas Marques, Elisandro dos Reis, e dos vereadores Cleverson Baron dos Santos (Republicanos) e Jane Rigo (MDB). Segundo eles, o prefeito Maxwell Scapini já entrou em contato com deputados estaduais e federais para buscar uma intervenção sobre o caso.
O novo modelo de concessão rodoviária no Paraná prevê leilões com menor tarifa como critério de disputa e um pacote de obras ao longo do contrato, com prazo de 30 anos. Ainda assim, moradores afirmam que a cobrança está sendo iniciada antes da conclusão de melhorias consideradas essenciais no trecho.
Thabata François sob a supervisão de Alexandra Oliveira | Catve.com com
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