Foto: Catve.com
A motocicleta, modelo BMW S1000 RR, que atropelou o pedestre, 33 anos, tinha mais de R$ 10 mil em dÃvidas com o Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e não poderia estar circulando. O acidente aconteceu no Bairro Parque São Paulo, em Cascavel (PR), na noite de sexta-feira (22).
O motociclista atingiu o pedestre que atravessava na faixa. O sinal estava verde para veÃculos, mas, por causa das irregularidades, a moto foi apreendida e encontra-se no pátio da Transitar. A vÃtima teve ferimentos moderados foi levada para unidade hospitalar.
Conforme apurado pelo Portal Catve.com, o Imposto sobre a Propriedade de VeÃculos Automotores (IPVA) e as taxas de licenciamento de 2022 e 2023 não foram pagas. Um veÃculo com licenciamento não pago não pode andar nas ruas porque o documento é obrigatório para o tráfego em vias públicas.
A moto tem onze multas vencidas, sendo cinco por não identificação do condutor, três delas por excesso de velocidade e uma por avançar o sinal vermelho. Além disso, existem outras duas infrações listadas no sistema do Detran: conversão em local proibido e silenciador de motor defeituoso. As penalidades foram registradas entre março de 2022 e março de 2023.
Além disso, consta contra o veÃculo a 12ª penalidade, com o pagamento ainda em aberto, pois o condutor avançou o sinal vermelho no cruzamento da Rua Cuiabá com a Avenida Carlos Gomes em 11 de setembro. O dono da moto é Marcos Moreira, o mesmo motorista que atropelou Daiane de Jesus em maio deste ano, na Rua Paraná. O Golf envolvido no acidente também tinha irregularidades e não poderia estar circulando.
Marcos segue sob cuidados médicos, com risco de morte. A defesa dele decidiu não se pronunciar sobre o acidente.
Caso Daiane de Jesus Oliveira

Daiane de Jesus Oliveira, de 28 anos, morreu após ser atropelada e arrastada por carro por aproximadamente 70 metros na Rua Paraná, na noite de 28 de maio.
As imagens de câmeras de segurança mostraram o conflito e o acidente de trânsito. No vÃdeo, é possÃvel ver o momento em que a confusão começou na porta da casa noturna Moonlight. As cenas mostram a vÃtima seminua em discussão com um homem. Em seguida, ela é jogada na calçada, levanta-se, e o atrito prossegue para o meio do asfalto
Depois, o controlador de acesso do estabelecimento intervém na briga. A vÃtima é empurrada novamente e fica caÃda no meio da rua, de bruços no chão. Por fim, um automóvel Volkswagen Golf aparece, e um grupo de pessoas sinaliza a presença da mulher na via. O motorista não percebe atinge a mulher, arrasta o corpo e foge sem prestar socorro.
O que diz Marcos Moreira?
Para a PolÃcia Civil, Marcos afirmou que não viu a jovem caÃda sobre o asfalto na Rua Paraná. Ele imaginou que era um saco de lixo ou um animal que estivesse no local.
Na época, o suspeito revelou ter ficado com medo de linchamento e, por isso, não parou o veÃculo. O motorista havia sido denunciado por homicÃdio culposo - quando não há a intenção de matar. Por esse motivo, ele não vai a júri popular.
ANPP
Marcos aceitou o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) ofertado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), devendo prestar serviços à comunidade e pagar multa. Para o motorista, o órgão indicou os seguintes termos:
O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) é um instituto jurÃdico previsto na Lei nº 13.964/2019, o chamado Pacote Anticrime. Trata-se de um acordo celebrado entre o Ministério Público e o investigado, que tem como objetivo evitar a persecução penal, ou seja, o processo criminal.
Redação Catve.com
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