Agro

Suinocultores discutem recolhimento de carcaças de animais em Toledo

Empresa de Nova Aurora já está credenciada para realizar serviço


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Um encontro reuniu suinocultores em Toledo para discutir o recolhimento e a destinação de carcaças de animais mortos.

Com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, por videoconferência, do município, de integradoras e de produtores rurais, as discussões aconteceram na manhã desta quarta-feira (21), no auditório da Prefeitura de Toledo. O problema se arrasta há cerca de 20 anos e afeta a rotina dos suinocultores.

"O suinocultor não quer mais esquartejar animal. Ele não consegue. Tem produtor que nem consome mais carne suína por causa disso. Ele fica esquartejando, vê aquela situação degradante, que é o esquartejamento e colocar na compostagem", disse Delmar Briccius, presidente da Assuinoeste.

Uma empresa de Nova Aurora já está credenciada para recolher e processar as carcaças. O material pode ser aproveitado pela indústria, em vez de permanecer nas propriedades.

"Essas carcaças, na verdade, vão para indústrias de reciclagem, onde são processadas, está certo? Estão se extraindo a gordura, que agrega valor nessa gordura para o combustível, o biodiesel, e as farinhas vão para o biofertilizante ou para a queima de energia. Então, quer dizer, é um final de um produto onde não existe nenhum tipo de contaminação, não existe nada que possa acontecer", afirmou Pedro Vital, presidente da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra).

Apesar dos avanços, ainda existem obstáculos que impedem que esse serviço chegue a mais produtores. A discussão agora é sobre como superar essas dificuldades e garantir que o recolhimento seja feito com segurança.

O projeto já foi apresentado em outras reuniões com integradoras. Agora, a busca é por um entendimento sobre as condições sanitárias necessárias para ampliar o serviço.

"Então, a ideia é discutir através do Ministério da Agricultura de Brasília, através do MAPA, através da ABRA, trazer fundamentos técnicos para que os integradores percebam que o processo de recolha baseado pela Embrapa é totalmente seguro", afirmou Luiz Carlos Bombardelli, secretário de Agricultura e Proteína Animal de Toledo.

Entre as alternativas, está a instalação de sistemas de refrigeração nas propriedades para armazenar as carcaças até o recolhimento. O município acredita que o diálogo pode trazer avanços para os produtores da região.

"Essa questão da recolha hoje, ela é legalizada, ela foi autorizada pelo Ministério da Agricultura e cabe ao Estado que internalizar essa norma. É uma opção a mais que se tem e legalizado por normas. Então, esse é o posicionamento de cada parte", disse Antônio Carlos Dezaneti, chefe regional da Adapar.

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem de Jardel Santos | Jornal da Catve

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