Uma placa que representa mais do que o reconhecimento de uma propriedade; ela simboliza sanidade do rebanho, segurança para o produtor e qualidade do alimento que chega à mesa. É com esse objetivo que Toledo entrega, nesta quarta-feira (30), a primeira placa do Programa Toledo Livre de Brucelose e Tuberculose. A cerimônia será realizada na propriedade da família Stein, na Linha Sanga Perdida, em Concórdia do Oeste.
O programa busca ampliar o número de propriedades com rebanhos certificados e oferecer suporte aos produtores interessados em cumprir os protocolos de controle sanitário. No Paraná, a Adapar mantém o programa estadual de controle e erradicação das duas doenças e reconhece propriedades que atendem aos requisitos de certificação. Em Toledo, o programa municipal foi regulamentado pelo Decreto nº 1.849, de abril de 2026, e prevê o apoio do município aos produtores participantes, inclusive com subsídio para exames, conforme os critérios estabelecidos.
Prevenção
O secretário da Agricultura e Proteína Animal de Toledo, Luiz Carlos Bombardelli, destaca que a ocorrência de doenças no rebanho pode representar prejuízos significativos ao produtor. Ele cita como exemplo o caso de um produtor que perdeu 40 vacas após a identificação da doença. "Ele perdeu 1200 litros de leite por dia. Perdeu um plantel que tem um valor enorme".
De acordo com o secretário, além de reduzir riscos sanitários e econômicos, a certificação também pode trazer vantagens comerciais para o produtor. "A própria Adapar aponta que propriedades certificadas podem ter maior facilidade na comercialização e movimentação de animais e, em determinados casos, obter vantagens na comercialização do leite".
Bombardelli afirma que a iniciativa municipal também está relacionada à segurança dos alimentos. "Nos preocupamos muito com a segurança alimentar. Então, pensando na segurança alimentar e do produtor rural e nas vantagens que uma propriedade rural tem quando ela se transforma em livre de brucelose e tuberculose é que o Programa foi instituído".
Ele explica ainda que o Município subsidia exames e vacinação dentro do programa. "A certificação exige atenção permanente por parte dos produtores. A brucelose possui vacinação obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses de idade, enquanto a tuberculose não possui vacina disponível e o controle depende da identificação dos animais infectados e de medidas sanitárias".
Bombardelli reforça a importância dos cuidados desde o nascimento das bezerras. "Ela tem que ser vacinada dos três meses e meio de idade, as fêmeas, até oito meses. Pode acontecer um descuido ou esquecimento, mas por isso que a gente alerta o pessoal para que cuide bastante desse fator, porque, uma vez um animal contaminado, ele dissemina muito rápido para o rebanho inteiro".
Incentivo
A diretora de Desenvolvimento Agropecuário e Abastecimento de Toledo Daliana Uemura explica que a entrega da placa também tem um caráter de incentivo para que outros produtores busquem a certificação.
Para ela, a iniciativa municipal foi estruturada em parceria com órgãos que já atuam na defesa sanitária e na assistência ao produtor rural. ""O intuito é estimular outros produtores a participarem desse Programa, porque, antes de tudo, a gente quer que as propriedades sejam realmente livres. Queremos qualidade de vida para os produtores e dos alimentos".
Daliana destaca ainda a integração entre a Secretaria Municipal da Agricultura, Adapar e IDR-Paraná. "O programa municipal estabelece critérios para a participação dos produtores. Entre eles estão a documentação da propriedade e o cumprimento dos protocolos sanitários".
De acordo com Daliana, produtores que tiverem dúvidas podem procurar a Secretaria da Agricultura para receber orientação sobre a documentação e os procedimentos necessários. "São profissionais atenciosos e, com certeza, se tiver alguma dúvida, ela será sanada".
Para Daliana, o reconhecimento representa também um passo importante dentro de uma mudança que já está em andamento na produção leiteira e na defesa sanitária do Estado. "O intuito é beneficiar a população rural, que é produtora, e oferecer um produto de melhor qualidade".
A certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose é uma estratégia adotada pela defesa agropecuária para reduzir a ocorrência dessas doenças e ampliar a oferta de produtos de menor risco sanitário. A Adapar informa que a certificação é voluntária e exige o cumprimento de protocolos específicos, incluindo exames periódicos dos rebanhos.
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