Cotidiano

"Provavelmente seja um semitornado", diz Defesa Civil sobre temporal em Cascavel

Ventos fortes destruíram casas, derrubaram árvores e deixaram comunidades sem energia elétrica


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Quase todos os acessos estavam bloqueados, e árvores grandes caíram e interditaram a estrada principal e as secundárias. Para chegar à região de Salto Portão, os moradores ficaram ilhados.

Tiveram que trabalhar a noite toda de quarta-feira (4) e também nesta quinta-feira (5) para desobstruir as estradas.

"Estava tudo ilhado, não tinha acesso a lugar nenhum. Quando deu a calmada, saímos abrindo o caminho para tentar fazer o possível para abrir à noite. Viemos com o motosserra e fomos cortando, pauleira, tudo trancado. Vocês mesmos viram como estava o acesso. Mas fomos abrindo, graças a Deus conseguimos, só que foi um susto", falou o produtor Antônio Leopoldo Iurczaki.

Já o coordenador da Defesa Civil, Nei Haveroth, disse: "Tem rede de energia caída nessa região, então dificulta a questão do risco também. À noite, chovendo, a equipe conseguiu chegar a cinco residências no local, oferecer ajuda. As pessoas já estavam se alojando nas casas vizinhas, mas tivemos muita dificuldade de chegar até as casas, passando por meio de lavouras, por meio de pastagens, para conseguir o acesso a essa propriedade".

Por volta das sete horas da noite, o temporal atingiu uma faixa localizada. Rio do Salto, Castelo, Arataca, Santa Bárbara, sentido Catanduvas, estão entre as comunidades atingidas, algumas mais e outras menos. Porém, a situação mais grave é de quem mora nas proximidades de Salto Portão, onde tem a ponte molhada.

"Iniciou um vento na região aqui do Rio do Salto, da 180 da Linha Velha, e direcionou no sentido Catanduvas, passando pelo Salto Portão. Na comunidade de Santa Bárbara, aliás, no Salto Portão, teve essa intensidade maior. Então, provavelmente seja um semitornado que aconteceu, ou um tornado de pequena intensidade, que acabou tocando esses pontos e ocasionando esse estrago nessas residências, porque nós tivemos casas totalmente destruídas", afirmou Nei.

O vento forte levou tudo. Marilene Mikolajczyk tinha acabado de chegar em casa. Ela e a filha passaram um susto tremendo.

Não ficou uma folha de zinco sobre a estrutura de madeira. Dentro da casa, ela tentou salvar o que pôde, cobrindo os móveis. Pela manhã, amigos e familiares vieram ajudar a retirar as mobílias, que não foram tão afetadas. Marilene conta que se protegeu embaixo da mesa e que alguns segundos pareciam uma eternidade.

"Não deu um minuto, foram uns 40 segundos, mas o vento estava forte. Estava quebrando os vidros e, quando veio, assim, a gente só escutou aquele barulhão e foi levantando e era um barulho, assim, eu não sei explicar o barulho. Era um barulho muito forte, parece que era uma máquina que vinha moendo", falou a moradora.

A poucos metros da casa de Marilene mora Cristiane Mikoaczik. O marido e o filho não estavam em casa, só ela e a filha mais nova. A casa dela também teve o telhado arrancado.

A moradora se sentiu impotente e rezou para que tudo acabasse rapidamente.

"Foi questão de segundos, começou aquele vento e, de repente, começou a destelhar a casa e foi muito, muito rápido e, nossa, foi um susto imenso", contou a mulher.

A criação de bois e vacas está solta porque até as cercas do pasto caíram.

A região está sem luz e, consequentemente, sem água também. Corpo de Bombeiros, equipes da Prefeitura e Defesa Civil estão no local, limpando e avaliando os estragos, que foram muitos.

Confira mais detalhes no vídeo:


Reportagem de Deivid Souza | Jornal da Catve

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