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"Não tem parede pra contar a história", diz empresária após temporal em Maringá

Franciele Costa abriu a empresa há um ano e meio; o vendaval derrubou telhado e destruiu as máquinas


Redes Sociais

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O barracão da empresa de Franciele Costa foi praticamente todo destruído pelo temporal que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2). A empresa é especializada em embalagens sustentáveis e personalizadas. Só ficaram de pé duas paredes. O telhado foi parar na rua, e as máquinas foram destruídas.

"A gente perdeu tudo, foi tudo abaixo. Tem duas paredes para não falar que foi tudo abaixo. Tem a parede da direita e a parede da esquerda, mas o fundo, a frente, tudo, o telhado está na rua", contou nas redes sociais. "Teve uma máquina que aparentemente está inteira, mas está tudo destruído."

Franciele disse que acordou durante a madrugada com o barulho da tempestade, mas só pela manhã, com as ligações e mensagens, entendeu o tamanho do estrago. Segundo ela, uma perita esteve no local e alertou que as paredes que sobraram também podem cair.


A empresa foi aberta há cerca de um ano e meio. "Era um ramo novo, não sabia nada, todo mundo correu atrás pra ter conhecimento, pra conseguir tocar a empresa, e Deus abençoou muito o crescimento", lembrou.

Emocionada, ela disse que a família se apega à fé. "A gente tem fé, mas é muito difícil você chegar e ver tudo destruído, tudo. Não tem nem paredes pra contar a história", desabafou. Por enquanto, não há como trabalhar no local.

Em uma publicação, a empresária escreveu: "Hoje caímos junto com essa estrutura, mas não vamos deixar que esse momento derrube os nossos sonhos. Vamos reconstruir", afirmou.

Cidade em calamidade


O temporal deixou estragos por toda Maringá, e a Prefeitura decretou calamidade pública para agilizar contratações e liberar recursos. Segundo o Simepar, a tempestade pode ter sido causada por uma supercélula. As rajadas de vento passaram de 96 km/h, e choveu 63,6 milímetros entre a meia-noite e às 11h15 de segunda (02).

Casas e prédios foram danificados, árvores foram arrancadas e postes quebraram. Cinco escolas municipais suspenderam as aulas por causa dos danos. Cerca de 400 pessoas, em 26 equipes, trabalham na recuperação da cidade, que também vai receber R$ 5 milhões da Assembleia Legislativa do Paraná.

Fios rompidos e postes quebrados devem ser comunicados à Copel, pelo 0800 51 00 116.


Ilsinéia Machado / Catve.com

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