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El Niño pode ser o mais forte desde 1950, aponta nova projeção

75% de chance de ser o mais forte desde 1950, diz agência climática dos EUA


Em Espigão Alto do Iguaçu tornado registrado

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O El Niño em atuação no Oceano Pacífico continua ganhando força e pode se tornar o mais intenso já registrado desde 1950. A nova projeção foi divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base na atualização do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA).

Segundo a atualização, há 75% de probabilidade de o fenômeno ser o mais forte da série histórica iniciada em 1950 durante o trimestre de outubro, novembro e dezembro de 2026.

A projeção também aponta probabilidade superior a 90% de ocorrência de um El Niño muito forte durante a primavera de 2026 e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul.

O fenômeno se intensificou durante agosto. As anomalias da temperatura da superfície do mar ultrapassaram 3°C no Pacífico Equatorial Leste. Na região Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para monitorar o fenômeno, a anomalia chegou a 1,8°C.

A expectativa é de que o El Niño continue se fortalecendo até o fim deste ano.

O cenário mudou rapidamente ao longo de 2026. Em janeiro, o planeta ainda estava sob condições de La Niña. Em abril, a La Niña chegou ao fim e houve a transição para a neutralidade. Já em junho, o El Niño foi oficialmente declarado. Desde então, o aquecimento das águas do Pacífico avançou.

Impactos no Sul do Brasil

A intensificação do El Niño merece atenção principalmente na Região Sul. O fenômeno costuma alterar os padrões de circulação atmosférica e pode favorecer mudanças na distribuição das chuvas.

Para o trimestre entre setembro e novembro, as projeções climáticas indicam maior probabilidade de volumes de chuva acima da média em áreas do Sul do país.

O Inmet ressalta, no entanto, que um El Niño muito forte não significa automaticamente que todas as regiões terão eventos extremos mais severos.

Também não é possível relacionar diretamente cada temporal, vendaval ou outro evento extremo ao El Niño. A ocorrência desses episódios depende da interação com diferentes sistemas meteorológicos, como frentes frias, ciclones e sistemas convectivos.

Por isso, as projeções climáticas servem para indicar tendências para períodos mais longos. A ocorrência de tempestades e outros eventos severos deve ser acompanhada pelas previsões do tempo e pelos avisos meteorológicos emitidos pelos órgãos oficiais.


Redação Catve.com

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