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Ritmistas de Toledo completam 62 anos de história com lançamento de livro

Grupo que marcou bailes e eventos em Toledo desde 1964 reúne memórias de diferentes gerações e palcos


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Os Ritmistas de Toledo, grupo que começou a trajetória em 1964, agora têm a história registrada em livro. Ao longo de 62 anos, músicos que passaram pela banda ajudaram a animar bailes, eventos e apresentações em Toledo e também em outras cidades, incluindo uma participação no Carnaval de Assunção, no Paraguai, em 1969.

Antes dos grandes shows, dos eventos culturais e dos espaços que hoje fazem parte da rotina de Toledo, eram os clubes que reuniam a cidade. Foi nesse cenário que cinco jovens músicos começaram, em 1964, uma história que atravessaria décadas.

A primeira apresentação aconteceu em agosto daquele ano, no antigo Cine Imperial. Na época, o grupo ainda não tinha um nome definido e preparou um pequeno repertório com músicas como Doce Amargura, Dominique e Aquarela Brasileira.

A apresentação agradou o público e os músicos receberam um convite para um desafio maior: animar um baile.

A data ficou marcada: 5 de setembro de 1964. No antigo Clube do Grêmio, os cinco jovens estudantes fizeram o primeiro baile e começaram a conquistar espaço entre o público de Toledo.

Com o passar dos anos, integrantes deixaram o grupo e novos músicos entraram. A formação mudou, mas a vontade de tocar permaneceu.

"Enquanto nós estivermos aí, nós vamos nos reunir de vez em quando", contou Aristoteles da Silva Barros, integrante do grupo. Aos 74 anos, ele afirma que, apesar do cansaço provocado pela idade, a música ainda desperta a mesma sensação de quando tudo começou.

"Quando você começa a tocar, vem tudo"

Para Danilo Mattiello, também integrante dos Ritmistas, a união começou ainda na juventude, quando os músicos tinham em comum a vontade de fazer música.

A banda passou a se apresentar em diferentes cidades da região e, em 1969, viveu um dos momentos importantes da trajetória: os ritmistas viajaram até Assunção, no Paraguai, para tocar durante o Carnaval.

Agora, décadas depois da primeira apresentação, as memórias dessa história foram reunidas em um livro. A publicação registra momentos vividos em diferentes palcos, cidades e gerações e ajuda a preservar relatos que poderiam se perder com o tempo.

Para Humberto Dalla Costa, integrante dos Ritmistas, um dos principais motivos para a longevidade do grupo é a relação criada entre os músicos.

Ele destaca a afinidade construída ao longo dos anos, mesmo com as mudanças na vida profissional e pessoal de cada integrante.

"É esse jeito família que eles criaram entre eles", afirmou.

O escritor e autor do livro, Paulo Victor Niederauer, também destaca a importância da união para a trajetória dos Ritmistas. Segundo ele, o sucesso nunca dependeu de apenas uma pessoa, mas do trabalho conjunto.

"Quem faz é o conjunto todo."

Assim, a história dos Ritmistas de Toledo segue sendo contada não apenas pelas músicas e apresentações, mas também pelas lembranças de quem ajudou a construir um dos grupos que fazem parte da memória cultural da cidade.

Confira mais detalhes na reportagem.


Reportagem de Jardel Santos | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA

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