Cotidiano

Desabafo de cozinheira de Foz do Iguaçu sobre crise no restaurante emociona

"Não sei mais como pagar os boletos", diz comerciante que tenta manter o negócio


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O vídeo publicado por uma cozinheira de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, lamentando a queda no movimento do restaurante e as dificuldades para manter o negócio aberto repercutiu nas redes sociais nesta semana. O desabafo emocionou internautas e despertou uma corrente de apoio à empreendedora.

Juliana Otremba de Maria, de 32 anos, é dona da Cantina de Maria e contou que nunca havia enfrentado uma crise financeira tão intensa. Nas imagens, ela relata que a redução no número de clientes trouxe não apenas dificuldades para pagar as contas, mas também impactos na saúde emocional.

"Às vezes parece que está tudo perfeito, mas tem uma pessoa que não sabe o que fazer para pagar os boletos", disse.

A empresária conta que começou a cozinhar em uma kitnet no interior de São Paulo. Depois passou dois anos em Curitiba e, em julho de 2025, decidiu apostar todas as economias na abertura da Cantina de Maria, em Foz do Iguaçu.

O restaurante foi inaugurado durante o inverno do ano passado e chegou a contar com cinco funcionários. Com a queda no movimento, Juliana precisou reduzir a equipe, recorrer a empréstimos e, segundo ela, viu as dívidas aumentarem.

"Usei todas as economias que juntei para montar esse ponto. Sou mais uma empreendedora que recorreu a empréstimos para tentar salvar a empresa", afirmou.

A cozinheira também revelou que, desde novembro do ano passado, a situação se agravou. Ela relata que enfrentou problemas emocionais e chegou a perder a motivação para trabalhar e produzir conteúdo para a internet, ferramenta que ajudava a divulgar o restaurante.

Com mais de 13 mil seguidores no Instagram, Juliana gravou um vídeo sincero pedindo que as pessoas conheçam o trabalho da Cantina de Maria e, se possível, façam pedidos.

"Se puder pedir alguma coisa, compre um prato. Eu garanto sabor, qualidade e muito carinho", disse.

Segundo a empresária, houve períodos em que o restaurante chegou a vender mais de 150 marmitas por dia. Em outros, porém, apenas cinco pedidos foram registrados.

Hoje, Juliana afirma que segue tentando manter o negócio aberto e acredita que o apoio da comunidade pode fazer a diferença para recomeçar.





Alexandra Oliveira | Catve.com

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