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O que é o Macuco Safari, passeio onde turista holandês morreu nas Cataratas do Iguaçu

Atrativo leva visitantes de barco até a base das quedas d'água


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O Macuco Safari, um dos passeios mais procurados do Parque Nacional do Iguaçu, voltou ao centro das atenções nesta terça-feira (28) após o tombamento de uma embarcação que provocou a morte de um turista holandês de 25 anos nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

O passeio é conhecido por proporcionar uma experiência de aproximação das quedas d'água e é realizado em diferentes etapas. A aventura começa com um percurso de aproximadamente dois quilômetros em veículos elétricos por uma área preservada de Mata Atlântica. Em seguida, os visitantes percorrem um pequeno trecho de trilha até o píer de embarque.

A etapa final acontece em barcos infláveis motorizados, que navegam pelo Rio Iguaçu em direção às Cataratas. Durante o trajeto, as embarcações passam próximas às quedas d'água, proporcionando aos passageiros uma experiência de contato direto com o principal cartão-postal de Foz do Iguaçu. O uso de coletes salva-vidas é obrigatório durante toda a navegação.

O passeio é operado por uma empresa concessionária autorizada a atuar dentro do Parque Nacional do Iguaçu e recebe milhares de turistas brasileiros e estrangeiros todos os anos.


Cinco dias antes do acidente, o cenário nas Cataratas era marcado pela força das águas. Em 23 de julho, o Parque Nacional do Iguaçu interditou preventivamente a passarela de acesso às quedas devido ao aumento expressivo da vazão do Rio Iguaçu.

Na ocasião, o rio chegou a registrar cerca de 10 milhões de litros de água por segundo, enquanto a média histórica é de 1,5 milhão de litros por segundo. A interdição ocorreu por segurança e seguiu os protocolos adotados pelo parque quando o nível do rio ultrapassa os limites considerados seguros para circulação de visitantes.

Já nesta terça-feira (28), dia do acidente, o volume de água era menor, embora ainda estivesse acima da média. Conforme o monitoramento hidrológico da Copel, a vazão era de 4,39 milhões de litros por segundo às 11h e caiu para 4,33 milhões de litros por segundo às 13h.

Após o acidente, o Macuco Safari suspendeu temporariamente os passeios, enquanto o atendimento às vítimas era realizado. A Marinha do Brasil instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e as circunstâncias do tombamento, enquanto a Polícia Civil do Paraná também conduz investigação sobre o caso. Até a publicação desta reportagem, as causas do acidente permaneciam desconhecidas.

Passeio já registrou acidente com sete mortes em 1999

O acidente desta terça-feira (28) não é o primeiro registrado durante o Macuco Safari. Em 5 de setembro de 1999, uma colisão entre duas embarcações que realizavam o passeio turístico provocou a morte de sete pessoas nas Cataratas do Iguaçu.

Na ocasião, um barco com capacidade para 25 passageiros subia o Rio Iguaçu em direção às quedas quando colidiu com uma embarcação menor, que transportava um piloto e nove turistas e fazia o trajeto contrário. Morreram seis turistas, entre eles estrangeiros, e o piloto da embarcação, Cândido Siqueira, de 23 anos. Outras três pessoas ficaram feridas.


Em 2011, uma embarcação de turismo virou no lado argentino do parque, provocando a morte de dois turistas norte-americanos. Oito anos depois, em 2019, um bote utilizado para a prática de rafting também capotou, mas todos os ocupantes foram resgatados com vida.

Gabi Lira | Catve.com

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