A Usina Governador José Richa, conhecida como Salto Caxias, registrou as maiores vazões do ano após as chuvas que atingiram a Bacia do Rio Iguaçu entre os dias 26 de junho e 1º de julho. A elevação no volume de água exigiu a abertura gradual das comportas do vertedouro para controlar o nível do reservatório.
Na noite de quarta-feira (1º), o vertedouro chegou a liberar 5,3 milhões de litros de água por segundo. Ao meio-dia desta quinta-feira (2), o volume havia reduzido para cerca de 2,5 milhões de litros por segundo.
Segundo a Copel, vazões nesse patamar não eram registradas desde outubro de 2025.
O vertedouro da Usina de Salto Caxias possui 14 comportas e capacidade para liberar até 49,6 milhões de litros de água por segundo. Para comparação, o volume máximo equivale a cerca de 33 vezes a vazão média histórica das Cataratas do Iguaçu, estimada em 1,5 milhão de litros por segundo.
A previsão para os próximos dias não indica chuva significativa na região, cenário que deve contribuir para a redução gradual do vertimento na usina. Mesmo assim, os reflexos da cheia já começam a ser percebidos no trecho final do Rio Iguaçu.
A expectativa é de que as vazões nas Cataratas do Iguaçu cheguem a cerca de 8 milhões de litros por segundo durante algumas horas nesta quinta-feira.

A Copel informou ainda que a configuração do fenômeno El Niño indica possibilidade de chuva acima da média nos próximos meses na região Sul. A condição pode favorecer novos episódios de aumento das vazões nos rios que formam a Bacia do Iguaçu.
Durante períodos de cheia, a orientação é para que moradores e navegadores acompanhem as variações no nível dos rios, especialmente nas proximidades das barragens. As usinas possuem áreas de segurança com acesso proibido para embarcações, sinalizadas por placas e boias.
Redação Catve.com
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