Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O dia 19 de junho de 2021 ficou marcado como um dos mais tristes da história recente do Brasil. Naquela data, o paÃs ultrapassava a marca de 500 mil mortes em decorrência da covid-19.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na ocasião, o Brasil contabilizava 500.800 óbitos pela doença. Em apenas 24 horas, haviam sido registradas 2.301 mortes e mais de 82 mil novos casos.
O número total de infectados chegava a 17,8 milhões, com mais de 16 milhões de pessoas recuperadas. Ainda assim, cerca de 1,1 milhão de brasileiros seguiam em acompanhamento pelas secretarias de saúde.
Na época, o estado de São Paulo liderava em número de mortes e casos confirmados, seguido por Minas Gerais. Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia também figuravam entre os estados com maiores registros.
A marca de meio milhão de vidas perdidas gerou forte repercussão em todo o paÃs. Autoridades, entidades de saúde e organizações humanitárias manifestaram pesar e alertaram para a gravidade da situação.
O então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, lamentou o número de mortes e destacou a necessidade de acelerar a vacinação. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde apontou que grande parte dos óbitos havia ocorrido em poucos meses, evidenciando a velocidade da disseminação do vÃrus.
Organizações como Médicos Sem Fronteiras criticaram a condução da crise sanitária e destacaram que muitas mortes poderiam ter sido evitadas com medidas mais rigorosas de prevenção.
O momento também foi marcado por pressão no sistema de saúde, com alta ocupação de leitos de UTI e escassez de medicamentos, além do alerta para o impacto desigual da pandemia entre populações mais vulneráveis.
Meses depois, o Brasil continuou registrando aumento no número de mortes. Até o dia 22 de maio de 2022, quando o Governo Federal declarou o fim do estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), o paÃs havia acumulado 664.696 óbitos por covid-19.
O encerramento da emergência sanitária foi oficializado por meio da Portaria GM/MS nº 913, assinada em abril daquele ano, com efeitos a partir de 22 de maio.
Mesmo após o fim do estado de emergência, a doença continuou circulando. Dados posteriores apontaram que o Brasil chegou a aproximadamente 716 mil mortes desde o inÃcio da pandemia.
A data de 19 de junho permanece como sÃmbolo do luto nacional e reforça a importância das polÃticas públicas de saúde e da vacinação no enfrentamento de crises sanitárias.
Antonio Mendonça/ Catve
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