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Assusta? Entenda como o El Niño deve afetar o inverno

Fenômeno já está presente no Oceano Pacífico e deve alterar o comportamento do inverno paranaense


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O inverno de 2026 começa neste domingo (21) com uma característica diferente da registrada nos últimos anos no Paraná. A atuação do fenômeno El Niño deve provocar aumento das chuvas e temperaturas ligeiramente acima da média em diversas regiões do estado.

De acordo com o Simepar, a presença do El Niño no Oceano Pacífico Equatorial já foi confirmada por órgãos internacionais de monitoramento climático. A expectativa é que o fenômeno ganhe força ao longo dos próximos meses, influenciando diretamente as condições do tempo durante o inverno e também na primavera.

Um encontro foi realizado envolvendo o Simepar e a Defesa Civil para discutir ações para diminuir o impacto do fenômeno no estado. Segundo os meteorologistas, a tendência é de que o Paraná registre mais dias chuvosos.

O Simepar explica que o El Niño altera a circulação atmosférica e favorece a formação de instabilidades sobre o Sul do Brasil. Com isso, os volumes de chuva devem ficar acima da média histórica durante toda a estação.

"O impacto no Paraná é com o aumento das chuvas, esse aumento vai ser gradativo ao longo do inverno, se reflete também nas próximas estações, principalmente a primavera e o verão, mas o que a gente vai observar e o que é histórico não é o primeiro El Ninho, já aconteceram várias vezes El Ninho no sul do Brasil, no planeta de modo geral, é o aumento das chuvas, de modo geral em todo o estado, isso não quer dizer que nós tenhamos chuva acima da média o tempo inteiro, mas na média ao longo de toda a atuação do fenômeno, as chuvas ficam acima da média e as temperaturas também ficam acima da média", destacou o meteorologista Leopoldo Furlan.

Além da chuva mais frequente, o fenômeno também pode reduzir a intensidade das ondas de frio. As geadas devem ocorrer de forma mais localizada e menos abrangente em comparação com anos de neutralidade climática.

A previsão indica ainda maior ocorrência de nevoeiros, especialmente durante as madrugadas e manhãs, devido ao aumento da umidade na atmosfera.

Com a expectativa de aumento das precipitações, órgãos estaduais já reforçam ações de monitoramento e prevenção para possíveis eventos climáticos severos.

A Defesa Civil do Paraná acompanha a evolução do fenômeno e orienta os municípios a revisarem planos de contingência, principalmente em áreas historicamente afetadas por alagamentos, enxurradas e deslizamentos.

"Nós trabalhamos principalmente nas fases de prevenção, mitigação e preparação, que engloba uma série de ações, sejam ações de prevenção na parte de engenharia, sejam ações de preparação dos municípios, que vão ser os primeiros a, por exemplo, receber o impacto, numa atualização de prevenção, num plano de contingência, a formatação de um pequeno estoque de assistência humanitária para que o município tenha condições de dar uma primeira resposta", afirmou Major Anderson Gomes, Chefe do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres.

Entre as medidas recomendadas estão a limpeza de galerias pluviais, desassoreamento de rios e revisão de áreas consideradas de risco.

"Nosso papel é monitorar esse fenômeno, como a gente tem feito nos últimos meses. E aí, quando o fenômeno se estabelece, o que a gente começa a fazer é monitorar em médio prazo e em curto prazo. Então, em médio prazo a gente vai olhar aquela previsão de até 15 dias. Então, a gente vai fazendo o acompanhamento da condição daquele sistema. E aí, quando a gente vai chegando a curto prazo, durante a semana, com horas de antecedência, é quando a gente faz o contato com a Defesa Civil e a gente dá o primeiro aviso meteorológico de que a gente pode ter algum evento extremo naquela semana. E aí é onde começa a atuação da Defesa Civil. A partir do momento que a gente dá o aviso, a Defesa Civil, ela começa a fazer o planejamento de contenção de riscos e os planos de mitigação serem colocados em prática" explicou Vanessa D'Ávila, diretora executiva do Simepar.

O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21) e deve marcar o início de um período de transição climática que poderá ter reflexos também na primavera e no verão, quando o El Niño deve atingir seu pico de intensidade.

Diego Hellstrom/Catve.com

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