A cesta básica ficou mais cara em Toledo no mês de abril de 2026. Levantamento realizado pela Unioeste aponta aumento de 2,31% no custo dos alimentos em comparação com março.
A pesquisa é desenvolvida pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR), em conjunto com cursos e programas de pós-graduação da universidade, e monitora mensalmente a variação dos preços dos principais itens consumidos pela população.
Dos 13 produtos analisados, sete apresentaram aumento nos preços. O tomate lidera a alta, com variação de 16,48%, seguido pela batata (14,65%) e pelo leite (10,26%). Também tiveram aumento o pão francês (6,37%), a carne (3,26%), o feijão (1,93%) e a farinha de trigo (0,99%).
Por outro lado, cinco itens registraram queda no perÃodo. A banana teve a maior redução, com -26,56%, seguida por açúcar (-11,62%), margarina (-6,40%), café (-3,87%) e óleo de soja (-1,19%). O arroz manteve estabilidade, sem variação de preço.
Segundo o levantamento, a alta do tomate e da batata está relacionada à menor oferta no perÃodo entre safras. Já a queda no preço da banana é explicada pelo aumento da oferta com o avanço da colheita, conforme dados do DIEESE.
Mesmo com a redução em alguns itens, o aumento nos preços de produtos de maior peso, como carne e tomate, teve maior impacto no custo final da cesta. A pesquisa destaca que a queda no preço da banana ajudou a evitar um aumento ainda maior no Ãndice.
O estudo integra um convênio entre a universidade e a Prefeitura de Toledo e também avalia o poder de compra do trabalhador, o tempo necessário de trabalho para aquisição dos alimentos e o percentual do salário mÃnimo comprometido com a alimentação.
Além disso, os dados permitem comparações com outras cidades e capitais brasileiras, utilizando como base a metodologia aplicada pelo DIEESE.
Antonio Mendonça/ Catve/ Unioeste
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