Nesta quarta-feira (30) é celebrado o Dia da Secretária, data que reconhece a importância desses profissionais na organização e no funcionamento de empresas e instituições. A secretária está mais ligada às atividades de suporte administrativo e à organização da rotina. Já a secretária executiva, além dessas funções, pode participar de decisões, coordenar atividades e atuar diretamente no apoio estratégico à gestão. No Brasil, as profissões de secretária e secretária executiva são regulamentadas pela Lei nº 7.377/1985, posteriormente alterada pela Lei nº 9.261/1996. Para marcar a data, a Rádio União FM conversou com Lorrayne Fernandes Catorino e Franciele Cristina Mendonça, que compartilharam suas experiências e os caminhos que as levaram à profissão de secretárias Executiva.
Lorrayne conta que o interesse pelo secretariado surgiu ainda no Ensino Médio, quando buscava uma área com a qual pudesse se identificar e que também possibilitasse sua entrada no mercado de trabalho. Ela participou de um projeto desenvolvido pela Prefeitura em parceria com o curso de Secretariado Executivo da Universidade, voltado à preparação de jovens para o mercado de trabalho. "Quando eu estava no meu ‘Terceirão’, eu queria entrar no mercado de trabalho, queria fazer algo com que eu me identificasse. Então, participei de um projeto na Prefeitura, que tinha uma parceria com o Secretariado Executivo".
Ela recorda que "na época, era um curso para preparar os jovens para o mercado de trabalho. E lá eu me encantei. Me encantei com os professores, com os auxiliares e com os alunos. Eles pareciam muito felizes e eu pensei ‘nossa, é isso que eu quero’. Eu me identifiquei com a grade do curso, com as línguas e com a comunicação que o pessoal tinha. Foi ali que eu me apaixonei", relata.
A trajetória de Franciele Cristina Mendonça foi diferente. Segundo ela, a escolha pelo Secretariado Executivo ocorreu inicialmente por necessidade, mas a identificação com a área fez com que permanecesse na profissão. Na época, ela não tinha condições financeiras para cursar uma universidade particular e conheceu o curso durante uma apresentação realizada em escolas.
"Eu escolhi o Secretariado pela necessidade e permaneci pelo amor. Na época, não tinha condições de pagar uma universidade particular, porque meu pai não tinha como pagar. Quando foram às escolas fazer a divulgação dos cursos, lembro até hoje da professora. Foi o que me encantou; a postura dela, a forma como falou do curso e toda a grade curricular. Pensei: ‘Nossa, acho que isso é para mim’", conta.
Franciele revela que, naquele período, seu sonho era cursar Jornalismo. Ela chegou a fazer um vestibular treineiro para a área, mas acabou ingressando no Secretariado Executivo. A experiência durante a graduação fez com que descobrisse novas possibilidades profissionais e se identificasse com a carreira. "Meu sonho era Jornalismo. Eu até tinha feito um vestibular treineiro na época para Jornalismo. Gostei desse curso. Vou entrar, vou fazer vestibular. Passei no Secretariado, graças a Deus, e, no decorrer do curso, descobri que era uma profissão extraordinária", afirma.
Formada em 2007, Franciele destaca que já acumula mais de duas décadas de atuação na área e afirma que, mesmo tendo interesse em cursar outras graduações, não pretende deixar de se identificar como secretária executiva. "Eu me formei em 2007 e já estou há mais de vinte anos nessa profissão. Não troco. Eu sempre brinco que tenho vontade de fazer outras graduações, mas serei uma secretária executiva formada em outras graduações. Jamais deixei de ser uma secretária executiva", conclui.
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