A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, amplia a aproximação com o setor produtivo para transformar pesquisas desenvolvidas na universidade em tecnologias e produtos com potencial de comercialização. As ações fazem parte do AgriTech Symbiosis, iniciativa que reúne pesquisadores de diferentes áreas e instituições de ensino do Paraná. A rede conta atualmente com 43 pesquisadores, com formação em áreas como medicina, engenharia, agronomia e biologia, entre outras.
LABORATÓRIO
Um dos principais projetos é a implantação de um laboratório de escalonamento de processos, que está sendo construído no campus de Toledo. A estrutura permitirá ampliar experimentos realizados em laboratório para uma escala maior, funcionando como uma espécie de "minindústria".
A proposta é oferecer às empresas um ambiente adequado para testar processos e produtos em uma escala próxima da industrial, antes de levá-los ao mercado. A iniciativa recebeu recursos do Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria da Fazenda. A previsão é de que o novo espaço esteja concluído até o final de 2027. A estrutura deverá fortalecer a aproximação entre universidade e empresas, possibilitando o desenvolvimento de novas tecnologias, processos e produtos.
PROCESSO
Entre as pesquisas com potencial de transferência para o setor produtivo estão um método patenteado de fermentação de cafés especiais e um processo para produção de hidromel probiótico. No caso do café, a tecnologia desenvolvida na Unioeste utiliza protocolos de fermentação controlada com microrganismos específicos. Testes realizados pela universidade indicaram aumento da pontuação sensorial de determinados lotes, elevando o produto ao segmento de cafés especiais. Já na área da apicultura, a universidade trabalha com uma tecnologia voltada à produção de hidromel com propriedades probióticas, que poderá ser incorporada à produção comercial da Cooperativa Agrofamiliar Solidária, a Coofamel, de Santa Helena.
De acordo com a professora Mônica Lady Fiorese, a transferência dessas tecnologias pode contribuir para ampliar o portfólio de produtos, estimular a inovação, gerar novas oportunidades de negócios e fortalecer a geração de emprego e renda na região Oeste do Paraná.
SOLUÇÕES
Além das pesquisas já em andamento, a universidade também busca desenvolver soluções relacionadas à sustentabilidade e à bioeconomia, incluindo o aproveitamento de resíduos da produção de café para a extração de compostos bioativos. A expectativa é que o novo laboratório de escalonamento amplie ainda mais essa conexão entre pesquisa, universidade e mercado, permitindo que ideias desenvolvidas nos laboratórios possam avançar para testes em maior escala e, posteriormente, chegar ao consumidor.
*Com informações da Assessoria
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