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Incêndios em Toledo reforçam alerta sobre a importância do seguro para empresas e imóveis


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Em poucos dias, estabelecimentos comerciais de Toledo foram atingidos por incêndios de grandes proporções e ficaram praticamente destruídos. Nos casos, os estabelecimentos não possuíam seguro. Os episódios levantam uma questão que costuma ser lembrada somente depois que o prejuízo acontece: como recomeçar quando, em poucas horas, uma empresa perde equipamentos, estrutura, estoque e a própria fonte de renda construída ao longo de anos? O empresário e corretor de seguros Valdir Antônio Eckstein explica que o seguro empresarial pode oferecer diferentes tipos de proteção e evitar que um incêndio ou outro sinistro represente a perda total do patrimônio.

De acordo com Eckstein, um dos principais exemplos envolve justamente uma oficina de Toledo que sofreu um incêndio anos atrás. "O veículo de um cliente estava dentro do estabelecimento e foi danificado. O proprietário do automóvel possuía seguro, recebeu a indenização da companhia e, posteriormente, a seguradora buscou o ressarcimento junto ao responsável pelo estabelecimento. Se aquela oficina tivesse seguro, com certeza teria cobertura para esse tipo de situação", explica Valdir.

O corretor destaca que o seguro contra incêndio não se limita às chamas. "A apólice pode incluir coberturas para vendaval, danos elétricos e responsabilidade civil, entre outras modalidades. A responsabilidade civil é especialmente importante para empresas que recebem clientes e terceiros. Caso uma pessoa tenha algum bem danificado dentro do estabelecimento, por exemplo, o seguro pode oferecer proteção ao empresário diante de uma eventual cobrança".

Outra cobertura citada pelo corretor é a de lucros cessantes, que pode ser fundamental para empresas obrigadas a interromper suas atividades após um sinistro. "É o período em que você fica sem o estabelecimento em função de um incêndio. O seguro pode indenizar as despesas e ajudar a manter os funcionários enquanto a empresa não consegue retomar as atividades", explica.

Valdir afirma que ainda existe entre empresários e proprietários de imóveis a percepção de que contratar um seguro representa um custo elevado. Para ele, porém, essa visão muitas vezes está relacionada à comparação com o seguro de automóveis. "Muitas pessoas imaginam que o seguro empresarial ou residencial é um valor muito alto. Normalmente, elas comparam com o seguro de automóvel, que tem um custo mais elevado".

O corretor de seguro comenta que a realidade pode ser diferente. "Em determinadas situações, um seguro residencial com cobertura básica para incêndio e vendaval pode custar algumas centenas de reais por ano, dependendo das características do imóvel e das coberturas contratadas".

Seguro também para propriedades rurais

A proteção pode ser ampliada para propriedades rurais. Valdir cita o chamado seguro de "porteira fechada", que permite assegurar diferentes bens existentes dentro de uma propriedade, de acordo com o valor contratado e as condições da apólice. "Você estipula uma verba para a propriedade. Vamos supor uma propriedade de quatro milhões de reais. O que existe dentro dessa propriedade também pode ser segurado", explica.

O valor do seguro, entretanto, não é definido simplesmente por um percentual fixo do patrimônio. A avaliação leva em consideração diversos fatores. "No caso de imóveis rurais, por exemplo, são analisados o tipo de ocupação e as estruturas existentes, como garagens de implementos agrícolas, aviários e outras instalações. Nas cidades, também podem ser considerados fatores como localização e nível de risco".

Valdir explica que até mesmo dentro de Toledo o preço do seguro de automóvel pode variar de acordo com o bairro, justamente por causa da incidência de roubos e furtos. "O seguro do automóvel muda muito de rua para rua e de bairro para bairro. Em alguns locais, o custo é maior porque a incidência de roubo é maior", afirma. Além disso, as próprias seguradoras podem apresentar preços diferentes para o mesmo risco, conforme a experiência de cada companhia naquela região.

Baixa adesão preocupa

Apesar da importância da proteção, o corretor avalia que a quantidade de imóveis e estabelecimentos segurados ainda é baixa na região. "Aqui em Toledo, não chega a 30% do que poderia estar assegurado", estima o corretor. Ele complementa que a cultura do seguro precisa mudar. "A ideia de que 'nada vai acontecer' pode deixar famílias e empresários completamente desamparados justamente quando ocorre uma situação grave. Muitas vezes, as pessoas imaginam que, se nada aconteceu até hoje, não vai acontecer. Mas quando acontece um incêndio, um vendaval ou outro sinistro, o prejuízo pode ser enorme", alerta.

Diante dos recentes incêndios registrados em Toledo e também de eventos climáticos cada vez mais frequentes, como vendavais e tempestades, o corretor defende que a contratação de seguros seja encarada não como uma despesa, mas como uma forma de proteger o patrimônio e garantir condições para recomeçar depois de uma tragédia. "Eu sugeriria, se tivesse o poder, que o seguro residencial fosse obrigatório. Poderia ser criado um mecanismo, até com um pequeno percentual na conta de luz, para garantir essa proteção. Quando acontecessem essas catástrofes, a pessoa não ficaria desamparada", defende Valdir.

A principal orientação, portanto, é que empresários e proprietários procurem um profissional especializado para avaliar os riscos e identificar quais coberturas são realmente necessárias. "Afinal, o seguro não impede que um incêndio aconteça, mas pode fazer uma diferença decisiva entre perder tudo e ter condições financeiras para reconstruir".

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