Dos 31 deputados estaduais que conseguiram a reeleição no Paraná em 2026, 20 aumentaram a votação em relação a 2022, enquanto 11 receberam menos votos. O levantamento mostra que 64,5% dos parlamentares que permanecerão na Assembleia Legislativa chegaram às urnas com uma votação maior que a registrada quatro anos atrás. Outros 35,5% foram reeleitos mesmo com redução no número de votos.
A comparação considera a votação nominal de cada um dos 31 parlamentares reeleitos nos dois pleitos. A nova composição da Assembleia terá 23 novos deputados e 31 reconduzidos ao cargo, com índice de renovação de 42,59%.
Entre os reeleitos, os maiores crescimentos foram registrados por Denian Couto e Gugu Bueno. Os dois mais que dobraram a votação em relação a 2022.
Denian Couto passou de 30.071 votos em 2022 para 71.351 em 2026, crescimento de 137,3%. Gugu Bueno saiu de 44.852 para 105.116 votos, alta de 134,4%.
Os dois foram os únicos reeleitos a superar a marca de 100% de crescimento na votação nominal.
Quem mais cresceu
Matheus Vermelho aparece na sequência. O deputado passou de 29.484 votos em 2022 para 51.316 em 2026, aumento de 74%.
Bazana teve crescimento de 65,5%, passando de 30.931 para 51.204 votos. Do Carmo saiu de 53.229 para 83.422, alta de 56,7%.
Flávia Francischini também ampliou significativamente a votação, de 41.757 para 63.826 votos, crescimento de 52,9%.
Soldado Adriano José passou de 36.209 para 54.826 votos, aumento de 51,4%. Moacyr Fadel cresceu 45,3%, de 41.588 para 60.446 votos.
Adão Litro teve alta de 44,2%, passando de 38.020 para 54.824 votos. Alisson Wandscheer saiu de 41.052 para 58.508 votos, crescimento de 42,5%.
Maria Victoria também ampliou a votação, de 52.817 para 73.939 votos, alta de 40%.
Delegado Jacovós passou de 57.587 para 76.366 votos, crescimento de 32,6%. Thiago Bührer teve alta de 24%, de 50.948 para 63.190 votos.
Também aumentaram a votação Mauro Moraes, com crescimento de 16,4%; Luiz Fernando Guerra, 11%; Goura, 7,7%; Cobra Repórter, 7,5%; Anibelli Neto, 4,9%; Professor Lemos, 2,8%; e Hussein Bakri, 2%.
Mabel Canto praticamente manteve a votação. Foram 70.215 votos em 2022 e 70.180 em 2026, uma diferença negativa de apenas 0,05%.
Quem perdeu votos e mesmo assim foi reeleito
Entre os 31 reeleitos, 11 tiveram redução na votação nominal.
A maior queda foi registrada por Ademar Traiano. O deputado passou de 116.810 votos em 2022 para 75.615 em 2026, redução de 35,3%. Mesmo com 41.195 votos a menos, Traiano garantiu mais um mandato na Assembleia.
Ney Leprevost teve a segunda maior queda proporcional. A votação caiu de 76.526 para 53.370 votos, redução de 30,3%.
Gilberto Ribeiro passou de 51.749 para 37.841 votos, queda de 26,9%.
Alexandre Amaro teve redução de 19,5%, saindo de 52.193 para 42.031 votos.
Luiz Claudio Romanelli também recebeu menos votos. Foram 101.175 em 2022 contra 83.363 em 2026, uma redução de 17,6%.
Dr. Antenor caiu de 36.387 para 30.466 votos, queda de 16,3%.
Paulo Gomes passou de 55.301 para 48.875 votos, redução de 11,6%.
Márcio Nunes teve queda de 5,1%, de 126.006 para 119.542 votos.
Batatinha passou de 47.310 para 46.483 votos, redução de 1,7%.
Artagão Júnior teve queda de 1%, saindo de 65.195 para 64.564 votos.
Mabel Canto completa o grupo com uma redução praticamente nula, de 0,05%.
O que os números mostram
A comparação entre as duas eleições revela que a reeleição não depende exclusivamente do crescimento da votação individual.
Dos 31 deputados que permanecerão na Assembleia, quase dois terços aumentaram a quantidade de votos recebidos. Ao mesmo tempo, mais de um terço foi reeleito mesmo com votação inferior à registrada em 2022.
A diferença pode ser explicada pelo sistema proporcional utilizado na eleição para deputado estadual. As cadeiras são distribuídas considerando o desempenho dos partidos e das federações, além da votação dos candidatos.
Por isso, uma redução na votação individual não significa necessariamente derrota. Da mesma forma, um aumento expressivo de votos não garante, isoladamente, uma cadeira.
Os números de 2026 mostram justamente essa diferença. Denian Couto e Gugu Bueno tiveram os maiores crescimentos proporcionais entre os reeleitos, enquanto Traiano, Ney Leprevost e Gilberto Ribeiro aparecem entre os que mais perderam votos.
No caso de Traiano, a queda foi superior a 41 mil votos em relação a 2022. Ainda assim, ele foi novamente eleito e estará na Assembleia na legislatura que começa em 2027.
A nova composição da Casa, portanto, não representa apenas uma renovação de 42,59%. Entre os 31 deputados que permanecerão no Legislativo, também houve uma mudança significativa no peso eleitoral de cada parlamentar.
Em quatro anos, 20 reeleitos ampliaram a votação, enquanto 11 tiveram redução. A fotografia das urnas mostra, assim, uma Assembleia que chega a 2027 com novos nomes, mas também com diferentes forças eleitorais dentro do grupo que permaneceu.
Antonio Mendonça/ Catve
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