Política

Câmara de Curitiba cassa mandato de Lórens Nogueira por suspeita de "rachadinha"

Plenário entendeu que o vereador quebrou o decoro parlamentar


Reprodução

PUBLICIDADE

A Câmara Municipal de Curitiba cassou, nesta quinta-feira (20), o mandato do vereador Lórens Nogueira (PP), investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de "rachadinha". A decisão foi tomada durante sessão especial do Legislativo.

O processo apurou a denúncia de que o vereador teria exigido a devolução de parte do salário de uma mulher que ocupava um cargo comissionado no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) por indicação dele.

O caso ganhou repercussão após uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Imagens da investigação mostraram o vereador contando dinheiro.

A Comissão Processante da Câmara apontou cinco infrações ao Código de Ética e Decoro Parlamentar. Cada uma delas foi analisada separadamente pelo plenário e recebeu 29 votos favoráveis à cassação.

Para a perda do mandato eram necessários pelo menos 26 votos, o equivalente a dois terços dos 38 vereadores.

Durante a sessão, Lórens Nogueira voltou a negar que tenha recebido parte do salário da ex-servidora.

"A rachadinha não existe, isso é mentira", afirmou.

Segundo o vereador, o dinheiro registrado nas imagens do Gaeco seria referente ao pagamento de um empréstimo pessoal feito por ele à mulher.

A defesa sustentou que não havia provas suficientes para a cassação e pediu a absolvição e o arquivamento do processo. Como alternativa, solicitou a suspensão do mandato por 120 dias.

A proposta de suspensão foi rejeitada por 30 votos contrários, um favorável e uma abstenção.

Perda do mandato

Com a votação desta quinta-feira, a decisão é definitiva dentro da Câmara e não cabe recurso no Legislativo municipal.

A Justiça Eleitoral será comunicada e a Mesa Diretora deverá publicar o ato que oficializa a perda do mandato. Depois da publicação no Diário Oficial, a Câmara terá até cinco dias para convocar o suplente do Progressistas.

O processo político-administrativo teve origem na Operação Déjà-Vu, do Gaeco. Em junho, os vereadores já haviam autorizado a abertura do processo de cassação.

A decisão da Câmara encerra o processo no Legislativo, mas não impede o andamento de eventuais investigações e processos em outras esferas.

Redação Catve.com com assessoria

** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642

Últimas notícias de Política