Política

Monitoramento revela lixo, entulho e degradação em rios de Toledo

Técnicos coletaram amostras em 16 pontos e relataram ocupações irregulares e resíduos em trechos


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Técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) e do Instituto Água e Terra (IAT) realizaram o monitoramento da qualidade da água em cinco rios que integram a microbacia do Rio Marreco, em Toledo. A ação marca uma nova etapa do Projeto Rio Com Vida.

O trabalho envolveu a coleta de amostras em 16 pontos distribuídos em rios e sangas da área urbana, incluindo a Sanga Panambi, Arroio Marreco, Sanga Jacutinga, Sanga Cerro Corá e Sanga Pyahu. O material será analisado em laboratórios de Toledo e Curitiba, com avaliação de parâmetros físicos, químicos e biológicos, como oxigênio dissolvido, pH, turbidez, fósforo total e coliformes, entre outros indicadores.

A iniciativa também integra a programação do Junho Verde, que reúne ações de educação ambiental em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e é desenvolvida pela Prefeitura de Toledo em parceria com instituições envolvidas no projeto socioambiental.

Além da coleta, os técnicos fizeram uma avaliação das condições ambientais dos locais visitados. Segundo a equipe, foram identificados pontos com descarte irregular de lixo, resíduos de construção civil, materiais recicláveis, roupas, eletrônicos e até animais mortos, além de ocupações irregulares em áreas de preservação permanente e corte de árvores.

De acordo com a bióloga da SMMA, Lilian Cardoso Borges, a situação encontrada em alguns trechos será considerada nas próximas etapas do projeto, que busca a recuperação dos recursos hídricos da região.


A tecnóloga em saneamento Ana Paula Soares Berté destacou que o monitoramento é fundamental para diagnosticar a situação atual dos rios e orientar ações futuras. "É por meio desse monitoramento que vamos conseguir identificar possíveis fontes de poluição, avaliar a efetividade das ações de recuperação e direcionar os esforços para os locais que mais necessitam de intervenção", afirmou.

Esta foi a primeira campanha de monitoramento da qualidade da água do Rio Marreco e seus afluentes na área urbana. Uma nova análise está prevista para o próximo ano, permitindo a comparação dos resultados e a avaliação da evolução ambiental da microbacias. 



Redação Catve.com com assessoria

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