A Câmara de Toledo ficou pequena para acomodar tanta gente interessada na votação de cassação dos vereadores Edilson Dias Barbosa, o Dudu Barbosa, ex-presidente da Casa, e Valdomiro Nunes Ferreira, o Bozó.
A segurança foi reforçada, mas não houve tumulto, apenas vaias e cartazes. Os dois vereadores foram afastados no ano passado por suspeita de corrupção passiva, quando pediram mais de R$ 300 mil para um empresário em troca de aprovação de um projeto autorizando a instalação no município.
O caso foi parar no Ministério Público, que ofereceu denúncia aceita pela Justiça, que já decretou a prisão dos envolvidos há sete anos em regime semiaberto, além da perda de mandato.
Moradores da cidade ficaram a favor da decisão judicial.
"Toledo não merece o que está acontecendo na cidade, pois é um lugar de um povo trabalhador, pacato, e vê tamanha sujeira. Esse povo não merece o que está hoje assistindo", disse o aposentado, Hélio Rowhra.
A decisão da Justiça também agilizou a ação na Câmara. O julgamento foi dividido em duas partes, um processo de cada vez.
O primeiro foi o de Dudu Barbosa. O relator da comissão processante, Marcos Zanetti, apresentou a denúncia.
A cassação do ex-presidente da Câmara Municipal de Toledo não teve nenhuma surpresa. Dezesseis vereadores que estavam presentes no plenário votaram a favor da cassação do vereador. Esta, aliás, é a primeira cassação realizada de um vereador aqui na cidade desde a fundação do município.
Após a conclusão da sessão, começou o julgamento do segundo vereador acusado, Valdomiro Ferreira, o Bozó. Este teve um procedimento mais rápido. Em apenas 20 minutos, o vereador também foi cassado por unanimidade, com dezesseis votos. Três vereadoras que tinham compromisso estavam deixando o plenário, mas voltaram para votar.
"Mas eu acho que a coerência foi mantida, porque os discursos que a gente ouviu nesses últimos dias foram no sentido do quê? Se a Justiça condenar, tudo correto. Agora, a Justiça não condenando, daí não seria adequada essa votação no sentido que foi aqui. Então, eu acho que a coerência prevaleceu", disse a professora Marli, vereadora de Toledo.
Já o advogado de defesa, Alezandre Gregório da Silva, falou que: "Bom, agora nós vamos primeiro sentar com os nossos clientes, estabelecer as estratégias possíveis. Aqui, na esfera do processo administrativo, é uma esfera cível, então aqui é possível impetrar um mandado de segurança para questionar justamente as nulidades que nós trouxemos hoje no plenário, que são várias. Tivemos, desde a primeira reunião, que aconteceu no dia 20 de agosto, várias nulidades decorrentes."
A decisão foi em primeiro turno e a segunda votação deve acontecer na próxima sessão.
Confira mais detalhes no vídeo:
Reportagem de João Carlos del Rios | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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