Política

Toledo rompe contrato com instituto que administrava Hospital Regional

Novo contrato emergencial deve ser assinado ainda nesta semana, com a nova gestora


JC

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O Hospital Regional de Toledo vive uma grave crise. A situação levou ao fechamento temporário da unidade e ao rompimento do contrato com a empresa responsável pela administração do hospital. O rompimento unilateral do contrato foi publicado em Diário Oficial na manhã desta quarta-feira (6).

A partir de agora, o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) não administra mais o hospital Regional de Toledo.

O documento esclarece que o IDEAS deverá atender de forma imediata e integral às determinações expedidas pela Secretaria Municipal de Saúde, pelo departamento de compras, licitações e contratos, especialmente quanto à transição operacional, entrega de documentos, inventários, relatórios prontuários, sistemas e acessos. A contratada deverá colaborar com todos os atos necessários para preservação da continuidade do serviço público à saúde e proteção dos usuários e pacientes.

O novo contrato emergencial deve ser assinado ainda nesta semana, com a nova gestora. Quem vai assumir provisoriamente é o Hospital Bom Jesus, até que uma licitação seja realizada para contratar outra empresa que vai gerenciar o Hospital Regional.

A transição vai demorar cerca de 15 dias. Nesse prazo, o município quer que o hospital esteja funcionando plenamente. Com os 10 leitos de UTI e 59 de enfermaria.

No último sábado (2), os atendimentos no hospital foram suspensos e oito pacientes que estavam internados na UTI e enfermaria foram transferidos para outros hospitais via central de leitos.

Depois da paralisação, a Prefeitura de Toledo reuniu equipes da administração e da saúde para discutir medidas emergenciais e garantir atendimento à população.

A decisão de encerrar o contrato já vinha sendo analisada antes mesmo do fechamento. Uma comissão da prefeitura investigava a situação e apontou vários problemas no cumprimento do contrato. Entre eles estão falta de profissionais, metas não cumpridas, falhas nos atendimentos, dívidas com fornecedores e dificuldades na prestação de contas. O município pagava R$1,7 milhão por mês e desde o fim do ano não fazia o repasse.

O caso também gerou discussão na Câmara de Vereadores, segundo o presidente do legislativo, Gabriel Baierle, faltou transparência. Uma reunião de emergência foi realizada ainda no sábado (2) com a prefeitura de Toledo, o Ministério Público, a 20ª Regional de Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para tratar da continuidade do atendimento médico à população.

Foi decidido pela aplicação de um plano de contingência para esse momento de transição. Agora, o desafio da prefeitura é reorganizar o hospital o mais rápido possível para evitar que a população fique sem atendimento.

Confira os detalhes no vídeo acima.


Reportagem Déborah Evangelista | Jornal da Catve

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