A greve dos motoristas do transporte coletivo de Foz do Iguaçu impacta o deslocamento de milhares de passageiros nesta segunda-feira (27). Segundo o Sindicato do Transporte Rodoviário (Sitrofi), a paralisação atinge cerca de metade da frota, com operação mÃnima mantida conforme prevê a legislação para serviços essenciais.
Ainda de acordo com o sindicato, aproximadamente 40 mil pessoas utilizam o transporte público diariamente na cidade. Durante a greve, apenas parte dos veÃculos segue em circulação, o que provoca atrasos, superlotação e mudanças na rotina dos usuários.
A paralisação foi motivada por um impasse nas negociações trabalhistas entre os motoristas e a empresa responsável pelo serviço, a Viação Santa Clara. Entre os pontos de discussão estão reajustes salariais e condições de trabalho.
Em nota oficial, a Prefeitura de Foz do Iguaçu afirmou que não possui débitos com a concessionária e que todos os reajustes previstos em contrato, firmado em 2023, estão sendo cumpridos. O municÃpio destacou ainda que concordou com um reajuste de 5% na data-base 2026/2027 dos trabalhadores — Ãndice acima da inflação do perÃodo, que foi de 3,36%.
Sobre uma das reivindicações relacionadas ao adicional por acúmulo de função, conhecido como "dirige e cobra", a administração municipal esclareceu que o benefÃcio já é pago desde 2019 e que se trata de um custo previsto, que deveria ter sido considerado pela empresa no momento da licitação.
A prefeitura também informou que já indeferiu o pedido da empresa para reequilÃbrio contratual com base nesse adicional, por entender que não se trata de fato novo ou imprevisÃvel. Segundo o municÃpio, conceder esse tipo de reajuste poderia ferir as regras do processo licitatório e gerar custos indevidos à população.
Ainda conforme a nota, a administração avalia que a empresa está associando questões contratuais ao cumprimento de obrigações trabalhistas, o que considera inadequado, especialmente diante da essencialidade do serviço.
O municÃpio afirma que segue aberto ao diálogo, mas reforça que não aceitará medidas que possam representar irregularidades ou prejuÃzo aos cofres públicos. Enquanto isso, usuários do transporte coletivo enfrentam os reflexos da paralisação e a incerteza sobre a normalização do serviço.
Na manhã desta segunda-feira os representantes se reunião com representantes do municÃpio e empresa mas não houve acordo.Â
Alexandra Oliveira | Catve.com
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