Política

Conselho de Ética mantém processo contra deputado Renato Freitas e marca depoimentos

Parecer prévio afasta arquivamento em caso de briga de rua, novas relatorias são definidas


Créditos: Valdir Amaral/Alep

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O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta segunda-feira (2) a 4ª reunião ordinária de 2026, com a leitura de parecer prévio em processo em tramitação, definição de depoimentos dos deputados Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL), além da designação de relatoria e aprovação de diligências e convocações relacionadas às apurações em andamento.

Parecer prévio mantém processo contra Renato Freitas

Durante a reunião, o deputado Marcio Pacheco (PP), relator do processo SEI 25804-80.2025, leu parecer prévio sobre o caso envolvendo Renato Freitas em uma briga com o manobrista Wesley de Souza Silva, ocorrida em 19 de novembro.

No documento, Pacheco sustentou que a defesa prévia não enfrentou objetivamente os fatos descritos nas denúncias e afastou qualquer hipótese de arquivamento. Ele também rejeitou alegações de suspeição apresentadas pela defesa, afirmando que divergências políticas não configuram impedimento para o exercício da relatoria.

"Divergência política não é inimizade, não há qualquer processo entre os citados, e este Conselho julga fatos à luz do Regimento, não pessoas, partidos ou ideologias", afirmou o relator, que ainda alertou para o risco de medidas protelatórias comprometerem o prazo regimental.

Com a admissibilidade mantida, o processo segue para a fase de instrução probatória. O relator solicitou à Polícia Civil imagens e outros documentos relacionados à investigação, além do depoimento de Wesley ao Conselho.

O deputado Dr. Antenor (PT) pediu vistas ao parecer, mas o presidente do Conselho, Delegado Jacovós (PL), negou o pedido. "Nessa fase não cabe pedido de vistas. Durante as alegações finais, no julgamento, poderemos atender. Agora, não", declarou.

Nova relatoria

Jacovós também designou o deputado Thiago Buhrer (União) como relator do processo SEI 02598-19.2026, de autoria de Tito Barrichello (União), cujo representado é novamente Renato Freitas. A denúncia aponta que o parlamentar teria proferido ofensas a colegas durante reunião do Conselho de Ética, em 10 de fevereiro deste ano.

Depoimentos marcados

O Conselho marcou para a próxima segunda-feira (9) os depoimentos de Renato Freitas em dois processos (SEI 03457-12.2025 e SEI 24178-41.2025).

O primeiro trata de um conflito ocorrido em 24 de fevereiro de 2025, durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), envolvendo também o deputado Marcio Pacheco (PP) e o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz, do gabinete de Pacheco. A denúncia foi apresentada por Tito Barrichello.

O segundo processo foi protocolado por Tito Barrichello, Ricardo Arruda e pelos vereadores de Curitiba Bruno Secco e Guilherme Kilter. A acusação aponta que Freitas e apoiadores teriam impedido o regular funcionamento de uma unidade da rede Super Muffato, em episódio registrado em junho do ano passado.

Já Ricardo Arruda prestará depoimento no processo SEI 22480-06.2025. Em 16 de setembro de 2025, durante pronunciamento em sessão plenária, o deputado se referiu à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), como "bruxa". Segundo as denunciantes, a declaração ultrapassou os limites constitucionais e regimentais da prerrogativa parlamentar e atentou contra o decoro da Casa.

A denúncia foi apresentada pelas deputadas Mabel Canto (PP), Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Cristina Silvestri (PP), Luciana Rafagnin (PT), Maria Victoria (PP) e Marli Paulino (SD).

De acordo com Jacovós, além dos depoimentos dos parlamentares na segunda-feira (9), na terça-feira (10) devem começar a ser ouvidas as testemunhas no caso da briga envolvendo Renato Freitas.

Redação Catve.com com assessoria

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