O Brasil registrou 52 casos de sarampo até 5 de outubro de 2026, o que reforça a preocupação com a vacinação em Toledo, no Oeste do Paraná. Apesar de não registrar novos casos desde 2019, o município mantém ações de prevenção para evitar a circulação do vírus.
Dos casos confirmados no país, 41 foram em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro. O Brasil continua livre da circulação endêmica da doença, ou seja, não há transmissão contínua do vírus no território nacional.
Segundo o coordenador do Setor de Endemias de Toledo, Junior Palma, a facilidade de transmissão do sarampo exige atenção das autoridades de saúde. "Por se tratar de uma doença de fácil transmissibilidade, é isso que nos acarreta uma preocupação maior. Nós fizemos várias campanhas de multivacinação neste ano e em todas elas levamos essa vacina também".
Na região Oeste, a circulação de viajantes pela fronteira também preocupa as autoridades. Em maio, Foz do Iguaçu e Guaíra receberam ações de reforço da vacinação.
Em Toledo, os últimos três casos foram confirmados em 2019. Desde então, a Secretaria de Saúde desenvolve campanhas para manter a população protegida, incluindo ações em supermercados e indústrias, em parceria com a Atenção Primária à Saúde.
"Nós estamos usando todas as estratégias possíveis para trabalhar também essa vacina no município, para não ter nenhum tipo de circulação desse vírus e conferir essa imunidade em massa", afirmou o coordenador.
A vacina contra o sarampo não é destinada apenas às crianças. Pessoas de até 29 anos devem ter duas doses registradas na carteira de vacinação. Entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose.
A doença é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo ar ao falar, tossir, espirrar ou respirar. O contágio pode começar quatro dias antes do aparecimento das manchas vermelhas na pele. Febre alta, tosse, coriza e olhos avermelhados estão entre os principais sintomas.
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também protege contra caxumba e rubéola. Para o que não sabem se estão com a vacinação em dia basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) portando um documento com foto, cartão SUS e atualizar as doses.
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Reportagem de Jardel Santos | EPC - ESPORTE, POLÍTICA E CIDADANIA
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