Saúde

Saúde intensifica combate após aumento de casos de chikungunya em Toledo

Mapeamento com ovitrampas orienta ações em bairros com maior circulação do mosquito transmissor


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Toledo confirmou 24 casos de chikungunya neste ano, o maior número já registrado no município. Entre as cidades da 20ª Regional de Saúde, Toledo aparece com a segunda maior quantidade de confirmações, atrás apenas de Entre Rios do Oeste.

Mapas produzidos a partir das ovitrampas, que são recipientes escuros com água e uma palheta de madeira, usados para atrair os mosquitos, e dos registros feitos pelos agentes, mostram onde há maior circulação. Com essas informações, as equipes concentram o trabalho nas áreas prioritárias, como o bairro Jardim Independência.

"Eu mesmo cuido muito bem das minhas coisas e peço sempre para os vizinhos cuidarem, porque se eles não cuidarem bem, os mosquitos da casa deles vêm para a gente, e os da gente vão neles", disse a dona de casa Lourdes Serballo.

Neste ano, o município contabiliza 44 casos confirmados de dengue, redução superior a 96% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o setor de endemias, o comportamento está ligado à circulação dos sorotipos predominantes, mas esse cenário não impede o avanço da chikungunya.

"Como a população não tem imunidade a esse novo vírus, que é a chikungunya, que está sendo introduzido aqui, e que está com aumento constante, então a população fica suscetível", falou Antonio José Souza, coordenador de Endemias.

Enquanto a chikungunya avança, o número de casos de dengue segue em queda. Mesmo assim, o trabalho de combate ao Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor, precisa continuar.

"É uma preocupação constante do setor de endemias, e nós, que somos os combatentes de frente desse novo vírus, que está sendo introduzido na cidade, pedimos que toda a população continue fazendo o dever de casa, continue eliminando os vasos de plantas que tenham água, continue eliminando os pratinhos dos vasos de planta, continue eliminando qualquer recipiente que possa servir de criadouro, porque, com o avanço da chikungunya, a população não tem essa imunidade prévia ainda, então corre o risco de ter um aumento", afirmou Antonio.


Reportagem Jardel Santos | Jornal da Catve

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