Saúde

Desinformação dificulta diagnóstico da DTM, alertam especialistas

Cerca de 40% das dores de cabeça têm origem na articulação mandibular


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O nome assusta: DTM, sigla para Disfunção Temporomandibular. Mas, segundo a psicóloga Débora, a dor causada pelo problema é ainda pior. No caso dela, os sintomas mais agudos — embora existam vários sinais que muitas pessoas não percebem — começaram há mais de uma década.

A desinformação é um dos problemas mais graves relacionados ao tema. A DTM é um conjunto de alterações que afetam os músculos da mastigação e a articulação da mandíbula, no ponto que liga o maxilar ao crânio.

Najib Hamaoui é especialista no assunto. Dos mais de 400 mil dentistas no Brasil, apenas 0,3% são especializados nessa área. Ele explica que a disfunção pode provocar diversos impactos no dia a dia da população.

Entre os dias 11 e 16 de maio, a Sociedade Brasileira de ATM realiza uma campanha nacional de conscientização, levando informação e conhecimento sobre a doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar casos mais graves.

No consultório, o profissional realiza diversos testes, como a avaliação da abertura bucal e do afastamento dos dentes. O barulho durante a mastigação também é um sinal de alerta. Cerca de 30% das pessoas com DTM apresentam estalos ou ruídos nessa região da cabeça, mas esse não é o único sintoma.

De acordo com o especialista, 40% das dores de cabeça têm origem na articulação mandibular. Najib alerta ainda que o bruxismo não pode ser confundido com a DTM, já que ele é uma das causas da disfunção.

A DTM exige tratamento multidisciplinar e, na maioria dos casos, contínuo e periódico. O uso correto de placas ou protetores bucais faz parte desse processo. Além disso, o paciente pode precisar de infiltrações para nutrir, lubrificar e proteger as estruturas da articulação, entre outros procedimentos.

Confira os detalhes no vídeo acima.

Reportagem Devid Souza | Jornal da Catve

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