Catve
O pronto-socorro do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, está lotado mais uma vez. O problema tem gerado revolta entre familiares, que relatam descaso com a saúde pública.
As imagens retratam a difícil realidade de pacientes internados no local, que está cheio de pacientes e acompanhantes.
A mãe de Fabiana Rodrigues está hospitalizada desde a última sexta-feira (27). Além da distensão abdominal, que pode estar sendo causada por uma obstrução intestinal, ela tem problemas neurológicos, o que dificulta ainda mais a permanência no pronto-socorro.
Uma resolução do Conselho Federal de Medicina determina que, no funcionamento dos serviços hospitalares de urgência e emergência, o tempo máximo de permanência em um pronto-socorro deve ser de 24 horas. Ela está lá há 72 horas.
Em nota, o hospital informou que "nas últimas semanas, com o objetivo de reduzir a sobrecarga do Pronto-Socorro, promoveu a reorganização de sua estrutura interna. O antigo espaço do PS foi transformado em leitos de internamento coletivo, enquanto o antigo Centro de Cirurgias Programadas passou a funcionar como novo Pronto-Socorro.
Esclarecemos que a paciente em questão encontra-se internada em um desses leitos de internamento coletivo, e não no Pronto-Socorro, conforme relatado ao veículo. A instituição ratifica que a paciente segue sob monitoramento contínuo da equipe assistencial e aguarda a realização de exame de tomografia, fundamental para o diagnóstico preciso e definição dos procedimentos a serem adotados".
As imagens registradas contradizem a nota do hospital: a paciente está no pronto-socorro.
Confira os detalhes no vídeo acima.
Reportagem Déborah Evangelista | CATVE
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