Esporte

Exclusivo: Meia João Pedro revela bastidores da aposentadoria

Jogador encerrou a carreira com 29 anos e considera que teve uma vida bem-sucedida e completa no futebol


PUBLICIDADE

Uma carreira que começou bem cedo, mas que terminou muito antes do que deveria, ou poderia. O meia João Pedro, de 29 anos, decidiu pendurar as chuteiras. O agora ex-atleta teve uma vida bem-sucedida dentro do futebol.

Não chega ser uma carreira curta, afinal de contas 15 anos não são 15 dias, mas para os padrões do futebol brasileiro é uma aposentadoria precoce, porém com um significado imenso.

Ao mesmo tempo que já está idealizando novos projetos pessoais, um filme passa na cabeça de João Pedro. O começo, no futsal de Terra Roxa, cidade que fica a 120 km de Cascavel, pertinho de Guaíra, a chegada no Athletico Paranaense com 12 anos, clube que manteve vínculo por mais de uma década, o que não é para qualquer um, mesmo sendo emprestados para outras equipes.

O João Pedro do Atheltico também é o João Pedro do Paraná Clube, onde foi muito feliz. Jogador de muita personalidade, mas sem ser polêmico, teve o respeito das duas torcidas.

Botafogo (2018), Atlético Goianiense (2020), FC Cascavel (2021), Ponte Preta e Ypiranga (2022), FC Cascavel (2024 e 20025) e por fim o São Luiz-RS (2026). Nunca foi um meia de fazer muitos gols, mas tem alguns bem bonitos, igual a esse na Vila Capanema quando defendia o Athletico. Naquele ano o clube criou uma placa pelo gol mais bonito do mês. A primeira, de janeiro, foi para o João Pedro.

João Pedro também elegeu as torcidas mais fanáticas dos clubes que defendeu, que não é surpresa para ninguém.

Sempre valorizando os clubes que passou, ele não consegue escolher apenas um grande momento vivido na carreia, porém, o acesso com o Paraná da Série B para a Série A foi bem especial.

No futebol nem tudo é só alegria. Tem as frustrações também. E João Pedro reconhece que as passagens pelo Cascavel não foram como ele planejou.

Quando chegou ao Cascavel em 2021, João Pedro ainda passada por um episódio de depressão, que originou no Atlético-GO em 2020. Hoje ele fala abertamente para que outros possam enfrentar um problema que parece inofensivo no futebol, mas que dribla facilmente a mente do ser humano.

Com a ajuda de muitas pessoas, deixou o problema de saúde para trás, está há mais de cinco anos sem tomar medicamentos e se tornou um homem melhor.

Mas, dentro de campo João Pedro não conseguiu votar a ser o que era antes, e isso explica a frustração com o desempenho no Cascavel, mesmo sendo vice-campeão estadual em 2021 sem perder um jogo se quer. O time que o resgatou, foi o mesmo que fez ele passar por uma situação inédita na carreira, que pode ter contribuído para a aposentadoria. João Pedro, sem explicação, ficou quatro meses afastado no Aurinegro, treinando separado do elenco principal. Nem no vestiário podia mais entrar.

E no São Luiz-RS, João Pedro teve mais um sinal, esse pênalti perdido na estreia do Gaúchão contra o Caxias, de que estava chegando a hora de tomar uma decisão difícil.

A carreira de um jogador de futebol tem seus altos e baixos. Tem começo e tem fim. Para o João Pedro, camisa 10, o ciclo foi completo, do primeiro ao último toque na bola. Conseguiu realizar até o sonho de poder entrar em campo com alguém que ainda não entende os devaneios do esporte.

Futebol agora só de brincadeira, com os amigos, com o pai. Licença na CBF, para quem sabe, sem ambição, ser um treinador um dia. E porque não começando por uma escalação especial. O JP Clube.


Deivid Souza / Hora do Esporte

** Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a equipe Portal CATVE.com pelo WhatsApp (45) 99982-0352 ou entre em contato pelo (45) 3301-2642


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Esporte
Últimas notícias de Esporte